Em vez de metros cúbicos, a fatura da água vai indicar litros consumidos. Ideia surgiu de uma recomendação num inquérito aos consumidores.

A fatura da EPAL e das Águas do Norte, que chega a 440 mil clientes, vai mudar até ao final do ano. O objetivo é ajudar a poupar no consumo.

De acordo com um estudo da holding Águas de Portugal (AdP), apresentado esta terça-feira, há uma dissonância entre a consciência da necessidade de preservar água enquanto valor ambiental e os comportamentos que os portugueses adotam no dia a dia.

De todas as conclusões do relatório, foi o “ovo de colombo” que mais surpreendeu o ministro Matos Fernandes. “Em vez de a fatura dizer que uma pessoa gasta cinco metros cúbicos de água por mês, deve dizer que gasta cinco mil litros, o que torna a informação mais evidente e direta para o consumidor”, diz ao Expresso o ministro do Ambiente.

João Matos Fernandes considera que esta leitura irá permitir às pessoas terem uma noção mais clara das suas poupanças efetivas, adiantando que esta alteração vai avançar nas faturas da EPAL e das Águas do Norte “até ao fim do ano”. Aos restantes sistemas a mudança irá ser sugerida, mas não forçada, porque não dependem a 100% da AdP.

A EPAL abastece 350 mil clientes no concelho de Lisboa e as Águas do Norte distribuem água em baixa por 90 mil clientes de oito municípios do Noroeste. Matos Fernandes reconhece que esta sugestão “tão simples” nunca tinha sido até agora equacionada mas irá permitir o consumidor quantos litros de água está, de facto, a poupar.

A partir de junho avança já uma campanha de sensibilização para a poupança de água, com exemplos concretos sobre os gastos, como o facto de serem necessários 14 litros para lavar os dentes com água a correr, 175 litros para fazer um litro de refrigerante ou sete mil litros para fazer um par de calças de ganga.

A ideia passar por reforçar a campanha que foi para o ar no final do ano passado perante a situação de seca que atingiu o país. “88% das pessoas reconhecem que não podem continuar a gastar a água de qualquer forma, mas veem isto mais como uma preocupação ambiental do que de poupança de água”, admite o ministro.

O inquérito revela ainda que cerca de 60% das pessoas confiam na água que lhes chega a casa, quando há cerca de quatro anos um outro inquérito feito pelas Águas do Porto apontava para apenas 40%.

Fonte: ZAP

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