José Sena Goulão / Lusa

O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho

A investigação em torno de Manuel Pinho, ex-ministro da Economia que é arguido no chamado caso EDP, estende-se à sua mulher, Alexandra Pinho, devido a suspeitas de que ela pode ter sido intermediária de pagamentos do Grupo Espírito Santo destinados ao marido.

A informação é avançada pelo jornal Correio da Manhã que salienta que os investigadores do caso EDP já pediram informações ao Novo Banco e ao BES em liquidação, sobre os contratos de trabalho ou de prestação de serviços celebrados entre Manuel Pinho e Alexandra Pinho e entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo (GES).

Manuel Pinho trabalhou no BES durante vários anos. E a sua mulher foi curadora do BESart – Banco Espírito Santo Collection entre 2004 e 2014. Este período coincide com as datas em que o ex-ministro da Economia terá recebido 2,1 milhões de euros do “saco azul” do GES, a offshore ES Enterprise.

Os investigadores do caso EDP pretendem apurar se Alexandra Pinho terá sido intermediária de eventuais pagamentos do GES ao seu marido, como avança o CM.

Manuel Pinho é suspeito de ter recebido contrapartidas financeiras para tomar decisões favoráveis à EDP, de que o BES foi accionista, enquanto foi ministro da Economia.

Fonte: ZAP

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