José Sena Goulão / Lusa

Atualmente, o Banco Espírito Santo “mau” não tem dinheiro para pagar os 176 milhões de euros reclamados pelo Grupo Amorim, caso venha a ser condenado.

Quando o BES colapsou, dando origem à sua divisão, o banco “mau” – que herdou quase todos os ativos tóxicos -, não ficou com nenhuma provisão para fazer responder a reclamações de entidades que, tal como o grupo português Amorim, subscreveram títulos de dívida do Grupo Espírito Santo, conta o Jornal de Negócios nesta terça-feira.

O processo do Grupo Amorim, que foi instaurado em 2015, decorre de uma decisão contabilística tomada pela administração do BES quando a entidade ainda não estava em liquidação. Esta decisão manteve-se mesmo depois do processo de liquidação do BES ter arrancado, aponta o diário.

Como ficou sem ativos no momento da constituição do Novo Banco, o Bes “mau” está agora sem capital. De acordo com o Relatório e contas de 2016, o processo foi instaurado “por prejuízos incorridos por um cliente institucional do BES, decorrentes do incumprimento, por parte de entidades não financeiras do Grupo Espírito Santo, da obrigação de pagamento de títulos de dívida por estas emitidos”.

Segundo o Negócios, o cliente em causa não é identificado no documento, mas a Topbreach e a Oil Investments, sociedades com sede em Amesterdão e que pertencem ao Grupo Amorim, tinham 179 milhões de euros investidos em instrumentos de dívida da Espírito Santo Irmãos, sociedade que pertencia ao GES.

Desde 2015, o grupo empresarial português colocou ações não só contra o BES, mas também o Novo Banco e o próprio Estado.

Fonte: ZAP

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