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Estivadores de Setúbal atrasaram a economia portuguesa

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André Areias / Lusa

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as “ações sindicais no porto de Setúbal, em novembro e dezembro, restringiram as exportações de automóveis”.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) culpa os estivadores de Setúbal de atrasarem a economia portuguesa. Os protestos dos trabalhadores precários, em novembro e dezembro do ano passado, prejudicaram significativamente a exportação de automóveis. Essa diminuição de exportações traduziu-se num impacto negativo no crescimento do país.

No estudo sobre Portugal incluído no novo panorama sobre as economias desenvolvidas, divulgado esta terça-feira, a OCDE destaca que existem outros problemas no setor portuário que podem condicionar a atividade das empresas portuguesas e limitar o crescimento económico do país como um todo. Neste âmbito, sublinha os contratos de concessão demasiado longos a operadores privados.

Segundo a organização, a expansão das exportações portuguesas, o motor do crescimento nos últimos anos, deverá registar o pior momento da última década (desde 2009, quando cederam 10%), avançando uns meros 2,4% neste ano (há seis meses, a OCDE previa uma expansão de 4,3% nas vendas nacionais ao exterior).

Com o andamento das exportações a cair, adianta o Diário de Notícias, o crescimento da economia teve de ser revisto em baixa, de 2,1% para 1,8%. Em todo o caso, está em linha com a nova previsão do governo no Programa de Estabilidade (1,9%).

Apesar de afirmar que o crescimento das exportações deverá desacelerar devido ao abrandamento da atividade económica dos principais parceiros comerciais (Espanha e Alemanha), a OCDE identifica também problemas internos que atrapalham o comércio externo português.

“O crescimento das exportações abrandou no final de 2018, e tal foi, em parte, reflexo das ações sindicais levadas a cabo no porto de Setúbal, em novembro e dezembro, que restringiram temporariamente as exportações de automóveis”, realça.

As observações deste organismo surgem na véspera de mais uma reunião entre o Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL) e os operadores portuários de Setúbal, para chegar a um acordo de contrato coletivo de trabalho que aumente os salários e garanta a integração efetiva dos precários que ainda subsistem.

As partes reúnem-se esta quarta-feira no escritório de advogados Macedo Vitorino & Associados, em Lisboa.

Fonte: ZAP

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