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Guerra comercial leva bolsas a maior queda dos últimos três anos

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O escalar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China levou a que as bolsas registassem a maior quedas dos últimos três anos. Os juros também atingiram mínimos históricos.

Com uma crescente tensão comercial entre EUA e China, agora é o México a nova vítima dos americanos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou o agravamento das taxas aduaneiras aos bens mexicanos, podendo atingir os 25%.

O índice financeiro STOXX600 foi uma das vítimas da acesa guerra comercial entre os Estados Unidos da América e a China, que registou a maior desde janeiro de 2016. O índice europeu fechou o dia a perder 0,81%, chegando aos 369,06 pontos.

O protecionismo de Donald Trump afetou também a PSI-20, que até foi a menos abalada. O índice financeiro lisboeta registou uma queda de 0,40% e chegou aos 5.043,99 pontos. Segundo o Jornal de Negócios, no mesmo sentido, os juros portugueses alcançaram um mínimo histórico, abaixo dos 0,80%.

O fenómeno não se regista apenas nos juros portugueses e alastra-se um pouco a todo o mundo. Os investidores preferem uma aposta mais segura ao procurar as obrigações soberanas, o que faz com que os juros das dívidas, consequentemente, caiam.

O mesmo tem-se verificado até nos Estados Unidos, com o investimento a concentrar-se nas Obrigações do Tesouro com vencimento a dez anos, levando também a uma queda dos juros. Em contrapartida, a moeda americana está em alta e atingiu o valor máximo deste ano. A Bloomberg atribui uma subida de 0,2% do dólar americano no seu índice.

O “ouro negro” não resiste ao agravar das tensões comerciais e sente os seus efeitos no fecho dos mercados desta sexta-feira. De acordo com o Jornal de Negócios, as reservas norte-americanas de crude voltaram ao aumentar, o que pode pressionar os preços. Atualmente, o barril de petróleo está a 55,28 dólares, após registar uma queda de 2,31%.

Já o preço do milho registou o melhor mês dos últimos quatro anos, subindo 19% devido ao mau tempo que está afetar as colheitas. Chuvas torrenciais têm dificultado o trabalho aos agricultores americanos, com o efeito a fazer-se sentir também na soja e no trigo.

Fonte: ZAP

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