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Liderança do Montepio pode voltar a mudar

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Manuel de Almeida / Lusa

Uma nova reviravolta na administração do Banco Montepio pode estar prestes a acontecer. Carlos Tavares, atual presidente da administração com poderes não executivos, pode voltar a ser presidente executivo deste banco.

Se isso acontecer, Dulce Mota será afastada do cargo. Com essa mudança, Tavares poderá ficar na gestão executiva do Banco de Empresas Montepio (BEM). Se não houver esta mudança, Tavares fica condenado nos poderes executivos que poderá exercer no BEM.

“Carlos Tavares é presentemente presidente do conselho de administração do Banco Montepio e do BEM, em ambos os casos sem funções executivas”, de acordo com a resposta do Montepio ao Expresso.

No site do BEM, Carlos Tavares, o ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e ex-assessor da administração da CGD, surge como presidente da administração “executivo”. Na resposta ao Expresso, a assessoria de imprensa refere que não há poderes executivos. Foi o antigo ministro da Economia que deu a cara pelo banco na sua apresentação oficial, ao lado do atual ministro, Pedro Siza Vieira, a 3 de maio.

A mesma fonte oficial do banco não esclareceu ao jornal se Carlos Tavares pretende vir a ser executivo do BEM. Segundo apurou o Expresso, estarão a ser testados nomes para chairman do Banco Montepio que assumiria também este cargo no BEM.

A lista para os novos órgãos sociais do BEM ainda não chegou ao Banco de Portugal. Esta vai ser a nova designação do agora Montepio Investimento, cujo mandato atual dos órgãos sociais, termina este ano. Os estatutos do BEM referem que a administração pode delegar a gestão corrente ou numa comissão executiva ou em dois ou mais administradores-delegados. O registo da marca BEM, ainda que já se encontre na fachada da sede, na Avenida de Berna, em Lisboa, não está concluído.

A apresentação dos nomes para o BEM cabe ao conselho de administração do Banco Montepio, liderado por Carlos Tavares, sendo que a eleição é depois sufragada em assembleia-geral da participada. O acionista único é a Montepio Holding, detida pelo banco e presidida pelo próprio Tavares.

De acordo com o Expresso, estará a ser equacionada uma nova reviravolta na administração do Banco Montepio para que Carlos Tavares possa voltar a assumir a sua liderança executiva, que tem estado a ser assegurada por Dulce Mota desde fevereiro, e desta forma conseguir também estar na gestão diária do BEM.

A sua nomeação definitiva como presidente executiva ainda não aconteceu. Além disso, tudo dependerá dos nomes que possam ser encontrados para suceder a Carlos Tavares como chairman no Banco Montepio e desses nomes terem a luz verde do BdP. Por várias razões, os nomes que surgiram para chairman caíram por terra. Um deles, João Ermida, caiu devido à falta de experiência para o cargo.

Quando entrou em funções, em março de 2018, Carlos Tavares acumulou funções de chairman e CEO, mas o BdP não permitiu que tal ocorresse por muito tempo. Ficou como chairman, e, aí, cozinhou a ideia de dar força ao Montepio Investimento, aproveitando a sua licença bancária e transformando-o num banco de empresas, para estruturação de financiamentos, apoio a projetos e assessoria.

O BEM poderá ser uma forma de arrecadar dinheiro que com o Banco Montepio não foi conseguido. Não houve adesão à compra de ações pelas entidades da economia social pelo Banco Montepio, mas Carlos Tavares tem em cima da mesa a venda de até 49% do capital do BEM.

Fonte: ZAP

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