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Isabel dos Santos também sai da Efacec. Era “o negócio mais vulnerável” da empresária em Portugal

Manuel Araújo / Lusa

A acionista maioritária, Isabel dos Santos, e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral

A Efacec anunciou, nesta sexta-feira, que Isabel dos Santos decidiu “sair da estrutura accionista” da empresa, “com efeitos definitivos”. Uma decisão que surge no âmbito do “Luanda Leaks” que implica a empresária no desvio de fundos públicos de Angola.

Depois de ter colocado à venda a sua participação de 42,5% no capital do Banco EuroBic, Isabel dos Santos decide também deixar a Efacec, onde tem uma participação de 67,2%.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Efacec Power Solutions refere que Isabel dos Santos informou o órgão que “decidiu sair da estrutura accionista” do grupo, “com efeitos definitivos“.

Assim, na sequência desta decisão, “Mário Leite da Silva renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração”, e o advogado Jorge Brito Pereira “renunciou ao cargo de presidente da assembleia-geral da Efacec”, “ambos com efeito imediato”, refere o comunicado. Mário Leite da Silva foi também constituído arguido a par de Isabel dos Santos no âmbito das revelações do “Luanda Leaks”.

O Expresso avança que a saída de Isabel dos Santos “foi comunicada à administração da Efacec numa reunião que decorreu esta quinta-feira à noite, e na qual já não participou Mário Leite da Silva”.

O processo de venda da participação da angolana pode passar pela recompra por parte dos accionistas minoritários da Efacec – a Têxtil Manuel Gonçalves e o grupo José de Mello, através da MGI Capital – que, em 2015, a venderam a Isabel dos Santos.

A Efacec é descrita pelo jornal Público como “o negócio mais vulnerável de Isabel dos Santos em Portugal”, considerando “o facto de apresentar uma carteira de encomendas modesta, que precisa de ser substancialmente ampliada, e de esse objectivo poder ser prejudicado pela imagem reputacional da maior accionista“. Além disso, “o financiamento bancário ou junto de investidores institucionais será mais difícil” devido ao envolvimento da angolana no “Luanda Leaks”.

Com cerca de 2500 trabalhadores em Portugal e em vários países do mundo, a Efacec foi, recentemente, definida pelo primeiro-ministro António Costa como uma empresa “essencial para a economia nacional”, “uma empresa industrial num sector de ponta de referência”, como cita o Público.

Além da Efacec e do EuroBic, Isabel dos Santos tem ainda participações minoritárias nas empresas portuguesas NOS e Galp.

Fonte: ZAP

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