António Cotrim / Lusa

O Novo Banco vai agravar comissões nas contas, transferências bancárias e custos do crédito da casa, entre outros. O banco liderado por António Ramalho explica que são “ajustes pouco relevantes”.

O Novo Banco vai aumentar os custos das contas bancárias, das transferências e do crédito da casa. Ao contrário de outros grandes bancos nacionais, que estão a travar os aumentos nas comissões, o banco liderado por por António Ramalho vai em sentido contrário e impõe aumentos aos clientes.

Segundo explica o jornal ECO, a maioria dos agravamentos nas comissões entra em vigor a partir de 30 de abril. Custos das contas, realização de transferências, requisição de cheques e compra e venda de notas estrangeiras vão ver os seus preços subirem.

“Relativamente às contas de depósitos à ordem, desde 2017 que o Banco não efetuava alterações ao preço das contas”, salientou o banco, desvalorizando os aumentos previstos. Em relação às transferências bancárias, o Novo Banco considera que são “ajustes pouco relevantes” para os clientes.

Um dos casos mais gritantes é o das contas à ordem dos clientes com um valor entre os 5 mil e os 35 mil euros, que veem os encargos de manutenção de conta quase triplicarem. O valor da comissão passa de 6,24 euros para 15,6 euros.

Por sua vez, a comissão dos clientes com menos de 5 mil euros na conta vão passar a pagar 67,6 euros por ano, em vez dos anteriores 62,4 euros. Clientes com mais de 35 mil euros mantêm-se isentos.

Nas contas NB 18.31, para clientes entre os 18 e os 31 anos, a comissão anual sobe 20%, passando de 31,2 euros para 37,544 euros. Este aumento verifica-se caso os clientes não reúnam condições para beneficiar de bonificação.

Os encargos com as contas NB100%, NB Seleção, NB100% Parceiro+, Serviço Assurfinance, Conta Benfica, NB100% 55+, Serviço BIC100%, NB18.31 Academia, NB100% 18.31, Serviço BIC Jovem Profissional, Conta Vencimento Empresa e Empresa I também aumentam com a nova atualização.

Além disso, todas as transferências bancárias não urgentes até 5 mil euros, que sejam feitas ao balcão, passam a custar 6,24 euros ao cliente, independentemente do valor. Até então, as transferências até 500 euros eram apenas cobrados 5,2 euros.

Segundo o ECO, também as transferências online ou mobile ficam 10% mais caras, passando a ter um custo de 1,144 euros. A requisição de cheques, por sua vez, sofre aumentos de encargos entre 4,34% e 23,33%.

Os custos dos créditos da casa também não escapam à regra e vão subir de preço. A partir de 31 de março, há aumentos entre os 13,33% e os 18,75%.

O Novo Banco considera mais uma vez que estes são “meros ajustes de mercado em comissões com muito pouco relevância, não aplicáveis às atuais carteiras de crédito destes produtos, mas antes para resposta a pedidos específicos e pontuais de clientes”.

Fonte: ZAP

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