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Portugal pode receber 17,6 mil milhões de euros de pacote pandémico do BCE

Portugal pode receber uma fatia de 17,6 mil milhões de euros proveniente do Programa de Compras de Emergência Pandémica do BCE, que se destina a combater as consequências do surto de Covid-19.

O Banco Central Europeu (BCE) tem preparado um pacote de emergência para travar o pânico nos mercados de dívida devido à pandemia de Covid-19. Denominado de Programa de Compras de Emergência Pandémica (PEPP), vai funcionar, pelo menos, até ao final de 2020 e conta com um total de 750 mil milhões de euros.

Portugal pode receber cerca de 17,6 mil milhões de euros deste novo pacote, que tem como objetivo ajudar famílias, empresas, bancos e governos. O anúncio foi feito pelo BCE esta quarta-feira, numa altura em que se agrava o surto do novo coronavírus na Europa.

“Para a aquisição de ativos do setor público, a alocação benchmark entre jurisdição irá continuar a ser a chave de capital dos bancos centrais nacionais”, explicou o BCE em comunicado.

O jornal ECO escreve que o banco central compra apenas obrigações com maturidades entre um e 30 anos e, atualmente, Portugal tem 130.887 milhões de euros em títulos que preenchem estes requisitos.

“As aquisições no âmbito do novo PEPP serão conduzidas de forma flexível. Isto permite flutuações na distribuição dos fluxos de capital ao longo do tempo, entre classes de ativos e entre jurisdições”, acrescenta o Banco Central Europeu.

Portugal é o nono país com mais peso, recebendo 2,3% do orçamento destinado para este programa. A Alemanha (26,4%) é o país com maior peso entre os Estados-membros.

Os países que estão em quarentena obrigatória devido ao surto de Covid-19, nomeadamente França (20,4%), Itália (17%) e Espanha (11,9%) estão também entre os países que mais vão receber do PEPP.

“O Conselho de Governadores do BCE está empenhado em desempenhar o seu papel em apoiar todos os cidadãos da Zona Euro a ultrapassarem estes tempos extremamente difíceis. Com esse objetivo, o BCE irá assegurar que todos os setores da economia podem beneficiar de condições de financiamento favoráveis que lhes permitam absorver este choque. O mesmo se aplica a famílias, empresas, bancos e governos”, garantiu a instituição liderada por Christine Lagarde.

Fonte: ZAP

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