Paulo Novais / Lusa

Em maio, havia quase 409 mil inscritos no IEFP, mais 103 mil do que no mesmo mês do ano passado, o que representa um aumento de 34% em comparação com o período homólogo.

O boletim mensal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) indica, de acordo com o Observador, que “no fim do mês de maio de 2020, estavam registados, nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas, 408.934 indivíduos desempregados”.

O número representa um aumento de 93.372 desempregados face ao perído pré-pandemia, tomando como referência o desemprego registado em fevereiro, mas dá sinais de abrandamento face ao crescimento mais acentuado nos meses de março e abril.

O semanário Expresso relata que as contas apontam para um agravamento do desemprego registado de 4,2% em maio face ao mês anterior. Esse número é muito inferior ao agravamento de 14,1% no número de desempregados inscritos que se registou entre março e abril. Comparando com abril, há mais 16.611 pessoas no desemprego.

Segundo o IEFP, para o aumento do desemprego terão contribuído todos os grupos funcionais. Contudo, destacam-se “as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”.

Segundo o Dinheiro Vivo, quase três quartos vieram do setor dos serviços com grande destaque para áreas relacionadas com o turismo.

A região do Algarve é a região mais castigada, situação que estará relacionada com a redução da atividade turística. A região teve um aumento superior a 200% no desemprego em termos homólogos.

No entanto, na nota enviada esta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, destaca-se um aumento de 121,9% nas ofertas de emprego face ao mês de abril, para 6.971, e, também, um aumento de 91,6% nas colocações face ao mês de abril, para 4.467.

Fonte: ZAP

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