(dr) Museu do Dinheiro

Detalhe decorativo no Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, antiga Igreja de S. Julião

A agência de notação financeira espanhola Axesor manteve a classificação não solicitada de Portugal em “BBB+”, mas baixou a perspetiva de “estável” para “negativa”.

A agência de notação financeira espanhola Axesor manteve, esta segunda-feira, a classificação não solicitada de Portugal em “BBB+”, mas baixou a perspetiva de “estável” para “negativa” devido ao impacto previsto da pandemia na economia e no endividamento público.

Na sua revisão semestral da classificação creditícia de Portugal, os analistas da Axesor Rating preveem uma contração da economia portuguesa que poderá superar os 9,4% no final de 2020, sendo esta quebra acompanhada da deterioração do mercado laboral, com uma taxa de desemprego estimada em 11,6% no final do ano (face aos 6,5% de 2019).

Apontando a elevada dependência do país face aos setores dos serviços, turismo e comércio internacional, a agência aponta o “elevado nível de dívida pública” de Portugal, “que poderá mesmo superar os 136% no final de 2020”, e antecipa uma “importante deterioração das finanças públicas portuguesas, com o excedente orçamental de 0,2% de 2019 a passar a um défice superior a 7% no atual exercício.

Ainda assim, a agência espanhola aponta uma “melhor situação face a crises anteriores, em resultado do importante processo de consolidação fiscal e da correção do mercado laboral observada nos últimos anos”.

“Consideramos que a perspetiva da nossa classificação de crédito da República Portuguesa poderá melhorar se a deterioração do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo semestre for notavelmente inferior ao previsto, a recuperação da economia em 2021 acontecer a um ritmo muito superior ao estimado (6,3%) e as finanças públicas continuarem na senda de consolidação fiscal e redução da dívida que vinha acontecendo até agora”, sustenta.

Face ao impacto da crise sanitária, a Axesor aponta para um aumento de 9% dos gastos, acompanhada de uma redução na ordem dos 6,2% das receitas, sobretudo devido à redução desta com impostos sobre a produção e importações, em resultado da pandemia.

Ainda assim, a agência admite que esta situação poderá ser mitigada quando chegarem as ajudas do Fundo de Reconstrução Europeu, prevendo uma recuperação das receitas em 2021, com uma subida de 6,4%.

Fonte: ZAP

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