DouroAzul / Wikimedia

O empresário português Mário Ferreira, dono da Douro Azul

A Pluris Investments, do empresário Mário Ferreira, reduziu a sua posição na Cofina abaixo dos 2% e anunciou, esta segunda-feira, a intenção de “alienar todas as participações que ainda detém à data” na dona do Correio da Manhã.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cofina refere que recebeu, esta segunda-feira, da Pluris Investments, de Mário Ferreira, que também é acionista da Media Capital, “uma notificação” informando que a empresa “deixou de deter uma participação qualificada no capital social”.

De acordo com a informação disponibilizada, entre 22 e 24 de julho, a Pluris Investments alienou 150 mil ações da Cofina – a 22 de julho foram alienadas 15 mil ações, no dia 23 34 mil e no dia 24 101 mil.

“Na sequência das supra descritas operações de alienação, a participação da Pluris Investments SA na Cofina, que lhe é imputável, foi reduzida abaixo do limiar de 2% do respetivo capital social e direitos de voto”, refere a empresa de Mário Ferreira.

“Mais se informa da sua intenção de alienar todas as participações que ainda detém à data no capital social da Cofina”, conclui a Pluris Investments.

De acordo com informação disponibilizada no site da Cofina na sexta-feira, anteriormente, o empresário, dono da Douro Azul, tinha uma participação de 2,07%, onde era referido que 2.125.200 ações eram “imputáveis a Mário Nuno dos Santos Ferreira (75.200 a título pessoal e 2.050.000 detidas pela sociedade Pluris Investments”.

O empresário é também acionista do jornal online ECO e da Media Capital, dona da TVI.

Na sequência da desistência da Cofina na operação de compra da Media Capital, em março, Mário Ferreira, que tinha sido desafiado a entrar no negócio pelo presidente da dona do Correio da Manhã, comprou 30,22% da Media Capital por 10,5 milhões de euros, em maio.

Nos últimos dias, a TVI tem mudado várias figuras da sua gestão: Manuel Alves Monteiro, que é administrador da Mystic Invest, do empresário nortenho, é o novo CEO; Nuno Santos subiu a diretor-geral; Anselmo Crespo está responsável pela direção de informação e Cristina Ferreira ficará responsável pela área de entretenimento, lembra o semanário Expresso.

Estas movimentações levaram, a 17 de julho, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) a anunciar que está a analisar as mudanças na estrutura acionista do canal, no âmbito do artigo 72.º da Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedido.

Também a CMVM confirmou à agência Lusa que está a analisar a relação entre Prisa e Mário Ferreira e o impacto no controlo da Media Capital.


Fonte: ZAP

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