Stephanie Lecocq / EPA

O Banco de Portugal (BdP) já deu luz verde ao Banco de Fomento, devendo o diploma que consagra a criação do mesmo ser aprovado formalmente e na sua versão definitiva em Conselho de Ministros esta quinta-feira.

Segundo o Público, que avança a notícia esta quinta-feira, falta ainda acerta a composição da administração do Banco de Fomento, mas o processo estará já em fase de finalização.

O mesmo jornal dá ainda conta que este era o único passo que faltava depois de Bruxelas ter também dado luz verde ao projeto.

O Governo de António Costa espera que a formalização do Banco Português de Fomento seja célere e que dentro de cerca de um mês esteja concretizado o processo de fusão da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e da PME Investimento na Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM).

A fusão da IFD, do SPGM e PME Investimento no BPF “é uma boa notícia para Portugal e para as empresas portuguesas”, disse o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira no início de agosto.

Segundo o governante, o BPF “vai permitir que de forma mais eficiente e mais coordenada estas instituições passem a servir a economia portuguesa e passem a dispor de maiores recursos para apoiar o financiamento da economia numa altura tão importante”.

“Numa primeira fase, o Banco Português de Fomento vai continuar a assegurar a continuidade operacional, e portanto os tradicionais parceiros destas instituições não vão conhecer outra alteração que não seja maior eficácia e maior eficiência no funcionamento, mas a prazo irá evoluir para outras atividades“, disse o ministro à Lusa.

Segundo Pedro Siza Vieira, o objetivo passará por envolver o BPF “quer para o financiamento direto às empresas, quer também para se envolver cada vez mais como banco ‘verde’ nacional”, direcionado para “o financiamento de projetos e de iniciativas viradas para a descarbonização da economia”, bem como para a “transição energética, com um foco muito importante na coesão territorial”.

Mais recentemente, e em entrevista ao jornal Observador, o ministro da Economia sublinhou que o banco se destinará sobretudo às empresas porque “o financiamento tem várias falhas de mercado”. “Micro, pequenas e médias empresas têm dificuldade em aceder a crédito para apoio à sua tesouraria, mas sobretudo para aceder a crédito ao investimento com prazos adequados.

“Os bancos estão cada vez mais cuidadosos na concessão de crédito. É preciso que haja um qualquer apoio público. Queremos concentrar os recursos – humanos, técnicos e financeiros – para lhes dar maior escala; alargar o âmbito das operações que podemos realiza”, explicou ainda o governante.


Fonte: ZAP

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