Mário Cruz / Lusa

O antigo presidente do BPN, José Oliveira Costa

O Estado apenas recuperou 21% dos créditos tóxicos do Banco Português de Negócios, que derivaram da nacionalização da instituição bancária em 2008.

Até final de 2019, o Estado só conseguiu recuperar 21% da carteira de créditos tóxicos que recebeu do Banco Português de Negócios (BPN). Dos quase 4 mil milhões de euros de empréstimos recebidos aquando da venda do BPN ao atual EuroBic, foram recuperados apenas 847 milhões, escreve o Expresso.

E se, até agora, nem um terço dos créditos foi recuperado, as perspetivas também não são muito animadoras. Isto porque apenas 2% do crédito concedido está na sua versão inicial, sem insolvências e sem processos judiciais.

“A sociedade manteve uma boa trajetória de recuperação, tendo concretizado no exercício de 2019 uma recuperação total de 63,5 milhões de euros, dos quais 49,9 milhões diretamente decorrentes da carteira de crédito, 9,6 milhões com a atividade imobiliária e 4 milhões em ativos financeiros e obras de arte”, disse a presidente da Parvalorem, Sofia Torres, no relatório e contas relativo a 2019.

A Parvalorem é a empresa pública que gere os ativos problemáticos do BPN. O banco foi nacionalizado em 2008 e a parcela tóxica ficou no Estado em 2012, já que o EuroBic não a quis adquirir, explica o Expresso.

A carteira de crédito está fundamentalmente concentrada em grandes grupos económicos, cerca de 64%, e sob mais de 7.500 processos judiciais. Estas circunstâncias dificultam seriamente a recuperação de crédito pelo Estado. Cerca de um terço da carteira de crédito da Parvalorem está classificado como pré-incobrável, “cuja perspetiva de recuperação é muito reduzida”.

A administração da Parvalorem adianta que durante o atual mandato devem ser tomadas “as opções estratégicas que possibilitem a concretização de uma solução de estrutura residual que assegure a manutenção do objetivo de maximização do valor de recuperação e minimização de custos”.


Fonte: ZAP

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