Miguel A. Lopes / Lusa

O presidente do Millennium BCP, Miguel Maya

Gerentes de balcão do Millennium BCP estão a ser alvo de processos disciplinares por terem falsificado a naturalidade de clientes oriundos de geografias consideradas de risco, de acordo com uma auditoria interna.

O Jornal Económico avança esta sexta-feira que há cerca de 10 gestores de balcão do Millennium BCP que enfrentam processos disciplinares após terem diso descobertos a falsearem a naturalidade de clientes oriundos de geografias consideradas de risco.

A alteração da naturalidade de clientes do BCP servia para acelerar o processo de contratação de crédito, uma vez que assim se evitava que o processo tivesse de subir ao departamento de risco. De acordo com os regulamentos, os clientes originários de países de risco têm de ser analisados pelo departamento de risco e de compliance do banco.

Segundo o mesmo jornal, o BCP descobriu casos em que os seus colaboradores alteravam a naturalidade de clientes nascidos na Índia, Angola, Moçambique ou Brasil para uma cidade portuguesa.

Após a aprovação, a naturalidade original dos clientes era reposta no seu processo.

Segundo uma fonte ouvida pelo Económico, as infrações terão sido motivadas pela pressão de demonstrar resultados comerciais.

O caso chegou ao conhecimento de Miguel Maya, presidente do BCP, que disse à Comissão de Trabalhadores (CT) do banco que “não haverá tolerância para ações que visem ‘enganar’ o sistema para alcançar objetivos comerciais”. “Estas ações prejudicam os trabalhadores que alcançaram os resultados honestamente, enganam o banco e causam perda de confiança por parte dos nossos clientes”.

Os dez colaboradores visados pelos processos disciplinares arricam despedimento.


Fonte: ZAP

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