A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) revelou que há 100 mil postos de trabalho em risco devido ao impacto que a pandemia está a ter no setor do comércio.

De acordo com o Correio da Manhã, as vendas nas lojas de rua e de centros comerciais caíram 36,8% em julho. Em Lisboa, este valor agrava-se para 42,8%.

“A grande maioria [das lojas] não vai conseguir sobreviver se isto não evoluir de uma forma mais rápida. São cem mil empregos que estão aqui em risco”, sublinhou Miguel Pina Martins, presidente da Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR), em declarações ao CM.

A expetativa da AMRR é de que a situação melhore em setembro. Os saldos são uma das estratégias para aguentar até essa altura. Miguel Pina Martins acredita, segundo o CM, que “a confiança” é um elemento chave para inverter a atual situação, uma vez que os clientes ainda não regressaram aos níveis pré-covid-19.

Por outro lado, a Confederação do Comércio de Portugal (CCP) pede medidas diferentes. “Há um certo grau de incerteza quanto ao futuro das empresas, se vai haver ou não uma segunda vaga, o que leva muita gente a retrair-se no consumo”, justificou João Vieira Lopes, ao CM.

“As quedas nas vendas não são algo que nos espante, mas a retoma está a ser mais lenta do que o estimado, e por isso pedimos medidas mais dinâmicas ao Governo do que as que já foram tomadas, como por exemplo, que as retenções na fonte de IRS passem para metade para que as pessoas tenham mais rendimento”, disse João Vieira Lopes, líder da CCP, ao CM.


Fonte: ZAP

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