A Sonaecom anunciou esta quarta-feira que chegou a acordo com a empresária angolana Isabel do Santos em promover as diligências necessárias à dissolução da ZOPT, empresa que detém uma participação de 52,15% da operadora de telecomunicações NOS.

Esta informação foi esta quarta-feira avançada, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMMV), pela Sonaecom, que detém 50% do capital social da ZOPT, que por sua vez é titular de uma participação de 52,15% da NOS.

A Sonaecom torna assim “público que os acionistas da ZOPT (ou seja: a própria Sonaecom, a Unitel International Holdings, BV e a Kento Holding Limited) acordaram promover as diligências necessárias à dissolução da ZOPT, de modo a que os respetivos ativos, incluindo a participação na NOS, sejam repartidos proporcionalmente pelos acionistas da dita ZOPT”.

Assim que for concretizada a referida partilha, “a NOS deixará de estar sob o controlo conjunto da Sonaecom e da engenheira Isabel dos Santos (enquanto acionista de controlo da Unitel International Holdings, BV e da Kento Holding Limited)”, lê-se no comunicado.

“A Sonaecom informa ainda ser sua intenção manter-se como acionista de referência da NOS, SGPS, SA e continuar a assegurar um quadro de estabilidade acionista favorável ao desenvolvimento do seu importante projeto empresarial no setor das telecomunicações”, conclui.

Em 15 de junho, a Sonaecom tinha informado que o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa tinha autorizado a ZOPT a exercer os direitos de voto correspondentes, depois de metade ter sido preventivamente arrestado, na sequência da publicação de notícias sobre esquemas alegadamente fraudulentos que envolvem a empresária angolana Isabel dos Santos.

O arresto preventivo de 26,075% do capital social da NOS, SGPS era “correspondente a metade da participação social na NOS detida pela ZOPT e, indiretamente, pelas empresas Unitel International Holdings, BV e Kento Holding Limited’, controladas pela engenheira Isabel dos Santos”.

As ações arrestadas (134.322.268,5 ações), nos termos daquela comunicação, estavam “privadas do exercício de direito de voto e do direito a receber dividendos”, sendo que outra metade não foi objeto de arresto.

A ZOPT é detida em 50% pela Sonaecom e a restante metade por Isabel dos Santos.

Isabel dos Santos foi constituída arguida, em Angola, na sequência das revelações do caso Luanda Leaks. Foram revelados, no final de janeiro mais de 715 mil ficheiros, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

sabel dos Santos tem as suas contas bancárias em Portugal arrestadas pelo Ministério Público português, que respondeu ao pedido de cooperação das autoridades judiciais angolanas, que investigam Isabel dos Santos e o alegado desvio de fundos.

O juiz Carlos Alexandre determinou o arresto de todos os bens de Isabel dos Santos, em Portugal, no âmbito do processo que corre na justiça de Angola.


Fonte: ZAP

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