José Sena Goulão / Lusa

Quase um quinto dos novos desempregados foi despedido, avança esta terça-feira o Jornal de Negócios, citando dados do IEFP.

De acordo com o jornal, cerca de 19% dos novos desempregados que se inscreveram nos centros de emprego entre março e julho, altura em que a pandemia assolou o país, foram despedidos pelas suas entidades patronais.

O número de novas inscrições à boleia do despedimento atingiu atingiu as 47 mil pessoas, num aumento de 123% face ao mesmo período do ano anterior.

O peso dos despedimentos no total de novos inscritos ao longo dos últimos cinco meses foi de 19% do total de 245 mil quando no mesmo período do ano passado se fixava nos 12%.

A análise do Negócios revela ainda que o pico registado em abril – 25% das inscrições explicadas por 16 mil despedimentos – foi o mais altos desde pelo menos 2013.

Depois dos despedimentos, o segundo maior aumento nos motivos que levaram ao desemprego foi o “fim de contrato não permanente”, que registou um crescimento de 71% neste período. Entre março e julho, 136 mil pessoas inscreveram-se nos centros de emprego por “fim de contrato não permanente”, ou seja, 56% do total.

O mesmo jornal faz ainda o reparo: os números analisados dizem respeito aos desempregados que se inscreveram ao longo dos meses nos centros de emprego, o que poderá ficar abaixo do número real, uma vez que nem todos se inscrevem.

De acordo com o IEFP, no final de julho, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 407.302 desempregados, número que representa 74,5% de um total de 546.846 pedidos de emprego.

O total de desempregados registados no país foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (37%) e face ao mês anterior (0,2%).


Fonte: ZAP

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