Nuno Fox / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno

Depois de num primeiro momento ter recusado a divulgação da avaliação interna à supervisão do Banco de Portugal (BdP) no caso do BES, Mário Centeno, o novo governador, vai tornar público o relatório, apesar dos receios de que possa comprometer a instituição.

Este relatório inclui o “despacho inicial do pedido de Carlos Costa [o anterior governador do BdP], o contraditório dos departamentos de supervisão e jurídico e um despacho final do então governador em que este faz a sua avaliação”, como atesta o Expresso.

Destes documentos, apenas a parte final, com as recomendações do antigo presidente do conselho de auditoria do BdP, João Costa Pinto, foi divulgada.

Mas Centeno apresta-se para divulgar o relatório completo, segundo apurou o Expresso.

Apesar de, num primeiro momento, ter recusado a divulgação, “mais cedo ou mais tarde”, Centeno vai enviar o documento para um Tribunal de Lisboa que tem em mãos o processo do BES, adianta ainda o mesmo semanário.

Enquanto foi governador, Carlos Costa recorreu a “todos os instrumentos legais para travar a sua divulgação”, como analisa o Expresso, o que indicia que o documento pode ser embaraçoso para o BdP.

O Governo de António Costa, de que Centeno fez parte, há muito que solicita o relatório, tal como o próprio Parlamento.

Esta é uma “questão desconfortável dentro do BdP”, atesta o Expresso, lembrando que algumas das pessoas envolvidas na supervisão ao BES e, portanto, visadas no relatório, continuam na instituição, como são os casos do vice-governador que tinha a pasta da supervisão, Pedro Duarte Neves, e do director do departamento de supervisão, Luís Costa Ferreira.

Centeno enfrenta, assim, o seu primeiro grande desafio desde que assumiu o cargo de governador do BdP há poucos meses.


Fonte: ZAP

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