A quebra na economia causada pela pandemia de covid-19 pode fazer com que os pensionistas não tenham um aumento real das pensões nos próximos dois anos.

O Produto Interno Bruto (PIB) português quebrou 16,5% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e 14,1% em relação ao trimestre anterior. É a maior quebra do PIB de sempre, escrevia o Observador no final do mês de julho. As perspetivas para o futuro não melhoraram e a economia continua a sofrer com a pandemia.

Face à situação económica do país, a fórmula de cálculo das atualizações da pensões pode levar a que os pensionistas não tenham aumentos reais automáticos durante os próximos dois anos, escreve o jornal Público.

O cálculo é feito com base em dois fatores: a variação média da inflação, sem habitação, nos últimos 12 meses e a média da taxa do crescimento anual dos últimos dois anos, terminados no 3.º trimestre. A inflação serve de referência para o aumento das pensões, sendo retiradas ou acrescentadas algumas décimas de acordo com o crescimento da economia.

Perante isto, é muito improvável que vá haver aumentos, pelo menos, nos dois próximos anos. A quebra na economia pode colocar a variação do PIB em 2020 num valor negativo próximo de 10%. Isto faz com que para o cálculo em 2021, o valor médio fique negativo. Um ano depois, só uma grande recuperação permitiria compensar a quebra deste ano.

Assim sendo, o máximo que os pensionistas podem esperar é um aumento equivalente à taxa de inflação. No entanto, segundo as previsões, este indicador também deverá andar à volta de zero. Em 2021, também não se antecipa um aumento.


Fonte: ZAP

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