A primeira versão do plano de reestruturação da TAP deve estar concluída no prazo de dois meses, informou na quarta-feira o Boston Consulting Group (BCG), numa reunião com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

Numa comunicação aos associados, a que a agência Lusa teve acesso, o SPAC adianta que a consultora escolhida para a reestruturação do grupo TAP informou que “os estudos para a reestruturação devem ter uma primeira versão no prazo de dois meses”.

O BCG foi a consultora selecionada para a elaboração do plano de reestruturação da TAP, e na quarta-feira iniciou o processo de auscultação das organizações representativas dos trabalhadores, tendo reunido com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) e o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

Nas comunicações aos trabalhadores sobre o conteúdo da reunião, o SPAC adiantou que apresentou estudos que apontam para a inexistência de excesso de pilotos, mesmo considerando uma redução da atividade”, tendo manifestado ser “fundamental manter um nível de pilotos que permita garantir uma retoma significativa da operação e uma massa crítica mínima da empresa que assegure a sua recuperação”.

Ainda que tenha manifestado que “não considera necessário proceder à redução do número de pilotos”, a estrutura sindical “declarou que devem ser criados mecanismos voluntários para se reduzir a disponibilidade de pilotos, como sejam as reformas antecipadas e as pré-reformas”.

Já o SNPVAC refere aos seus associados que não foram apresentados dados sobre o processo de reestruturação, adiantando que “estranhamente” apenas foram solicitados “inputs [contributos] genéricos para o futuro da empresa”.

“Os consultores não apresentaram qualquer estratégia ou caminho para o futuro. Como fizemos questão de esclarecer, só é possível dar qualquer contributo quando nos forem apresentados os dados objetivos em que a reestruturação pretende assentar”, pode ler-se numa comunicação do SNPVAC.

Depois de várias rondas negociais, TAP e Estado chegaram a acordo e teve o caminho livre para a compra das participações sociais, direitos económicos e prestações acessórias de David Neeleman e da Azul, pagando 55 milhões de euros. Humberto Pedrosa mantém-se na companhia, com 22,5%. O negócio concretiza a posição de 72,5% do Estado na TAP.

O Governo aprovou em julho o empréstimo à TAP que pode chegar a 1.200 milhões de euros. A TAP já recebeu a primeira tranche de 250 milhões de euros da ajuda de Estado na sequência da assinatura do acordo e contrato de financiamento.

No seguimento da aprovação pela Comissão Europeia de um auxílio estatal à TAP, o grupo aéreo procedeu a uma consulta no mercado para selecionar uma entidade que preste serviços de consultoria, no sentido de auxiliar na elaboração de um plano de reestruturação, a apresentar à Comissão Europeia.


Fonte: ZAP

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