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EDP está a servir de “bode expiatório” para os incêndios

O presidente executivo da EDP, António Mexia, não duvida de que a eléctrica nacional está a ser usada como “bode expiatório” na procura por culpados pelos incêndios do Verão passado, que mataram várias pessoas.

“Percebemos que às vezes seja tentador procurar bodes expiatórios, mas acho que ficou claro para todos que a EDP não teve nada a ver com o antes, porque estava tudo limpo”, constata António Mexia em entrevista à TSF, durante um encontro de presidentes das companhias de electricidade, em Washington, nos EUA.

O responsável da eléctrica nacional salienta que a EDP cumpriu todas as normas quanto aos procedimentos de limpeza das florestas.

Nós limpamos mais de 7.500 quilómetros todos os anos respeitando aquilo que são faixas de 7,5 metros para cada lado e a única coisa que não se pode limpar são as espécies protegidas”, frisa Mexia, salientando que a empresa recorre, hoje em dia, a “tecnologias como helicópteros e drones”.

Desta forma, Mexia continua a contestar as conclusões do relatório do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CESIF) da Universidade de Coimbra que apurou que o grande incêndio de Pedrógão Grande começou por causa de uma linha de média tensão da EDP, que terá entrado em contacto com a vegetação.

Outro relatório realizado pela Comissão Técnica Independente, que avaliou as circunstâncias dos fogos do ano passado, na região centro, concluiu também que a causa do fogo que começou a 15 de Outubro na Lousã, e se espalhou a nove concelhos, foi a negligência da EDP, por não cumprir o regulamento de segurança das linhas eléctricas.

Fonte: ZAP