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Empresa de Isaltino Morais também foi alvo de buscas

Andre Kosters / Lusa

A empresa de Isaltino Morais foi alvo de buscas, no âmbito do processo que investiga crimes de tráfico de influência e corrupção no projeto Porto Cruz.

Uma empresa de consultadoria de Isaltino Morais foi alvo de buscas no mesmo processo, e no mesmo dia, em que a Câmara de Oeiras recebeu a visita das autoridades.

A investigação está relacionada com o Plano de Pormenor da Margem Direita e Foz do Rio Jamor – o projeto Porto Cruz – que prevê a construção de um empreendimento para alojamentos, serviços e uma unidade hoteleira.

Segundo o Público, a empresa de Isaltino Morais terá recebido perto de 50 mil euros, em 2016, no âmbito de um contrato de consultadoria feito com a Silcoge, do grupo SIL, dona do megaprojeto Porto Cruz, na Cruz Quebrada.

O Ministério Público acredita que o dinheiro serviu para pagar a intervenção ou influência de órgãos autárquicos na validação do projeto, já que o projeto tem um plano de pormenor aprovado, mas não tem ainda alvará de construção.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa informou que estão a ser investigados “crimes de tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, participação económica em negócio e abuso de poder”.

Durante as buscas à Câmara Municipal de Oeiras, esta quarta-feira, “foram apreendidos documentos de índole contabilística e outras e mensagens de correio eletrónico necessários à produção de prova”.

Esta quarta-feira, ao final da tarde, a Câmara de Oeiras recusou qualquer relação entre as buscas realizadas na autarquia e Isaltino Morais.

Após as buscas, o município emitiu uma nota na qual refere que o projeto “teve a sua primeira deliberação camarária no dia 11 de maio de 2004, momento em que se aprovaram os termos de referência do projeto”, sublinhando que tanto em 2004 como em 2014 (ano de aprovação do projeto), “o atual presidente da Câmara não exercia funções no Município de Oeiras”.

A Câmara de Oeiras é presidida pelo independente Isaltino Morais, que voltou à liderança do município em 2017, após a gestão do executivo ter estado a cargo do também independente Paulo Vistas.

De acordo com o Público, Isaltino Morais está ainda na mira das autoridades por ter adquirido uma casa cujo valor de mercado não é compatível com os rendimentos declarados pelo autarca.

Fonte: ZAP