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Enfermeiros-diretores pedem mais autonomia nos contratos de substituição

O presidente da Associação de Diretores de Enfermagem (ADE), José Ribeiro, defendeu hoje, em Penafiel, a urgência de uma maior autonomia na gestão dos contratos de substituição dos profissionais.

O dirigente afirmou que a competência de substituição temporária dos profissionais, em casos de licença de maternidade ou doenças prolongadas, devia ser atribuída aos conselhos de administração dos hospitais e ratificados pela tutela.

Para José Ribeiro, essa alteração permitiria “garantir que, em tempo útil, se assegure o número de profissionais necessários, a qualidade e a segurança dos cuidados”.

As declarações de José Ribeiro, que também desempenha o cargo de enfermeiro-diretor do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, ocorreram na tomada de posse da nova direção da ADE, associação de âmbito nacional, fundada em 1998, que reúne representantes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

O novo presidente da ADE está ainda “preocupado” com a previsível passagem, em julho, das 40 horas para as 35 horas de trabalho semanal, o que significará, alertou, “uma drástica redução de recursos humanos”.

“Não está em causa a redução do horário, mas a necessidade de acautelar desde já o reforço de enfermeiros para colmatar a carência que resultará desta alteração da carga horária semanal”, comentou.

Na reunião realizada em Penafiel foi decidido indicar os nomes de quatro profissionais de enfermagem para serem homenageados nas comemorações dos 40 anos do Serviço Nacional de Saúde, marcadas para 15 de setembro de 2019.