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Estado contratou 13 625 pessoas. Mais de metade foram para as autarquias locais

partidosocialista / Flickr

O primeiro-ministro, António Costa, com o ministro das Finanças, Mário Centeno

A redução do número de trabalhadores fez com que a administração pública voltasse a recrutar. No último ano e meio foram lançados 5458 concursos para o preenchimento de 13 652 postos de trabalho, sendo que mais de metade foram para autarquias.

Desde que o Governo de António Costa tomou posse, o número de trabalhadores da Função Pública tem vindo a aumentar. No último ano e meio, foram lançados 5.458 destes concursos para o preenchimento de 13.652 postos de trabalho, segundo dados facultados pelo Ministério das Finanças. Mais de metade foram para autarquias.

A notícia é avançada esta quarta-feira pelo Diário de Notícias, que realça que estes números não incluem a contratação de médicos e de professores, mas contemplam vínculos a prazo.

Este facto explica a razão pela qual 2.108 postos de trabalho terem tido por destino o Ministério da Educação, dado que o início de cada ano letivo tem sido acompanhado pelo recrutamento, muitas vezes a termo, de auxiliares de educação educativa.

Desde dezembro de 2015, mês em que o Governo de Costa tomou posse, foram postos em marcha 5.458 concursos abertos para o preenchimento das 13.652 vagas. Os mesmos dados mostram que as câmaras municipais lançaram 2.487 daqueles concursos (para 6242 trabalhadores) e que as juntas de freguesia promoveram 697 para 1512 vagas.

No que diz respeito à administração central, o Ministério da Justiça (400 vagas lançadas em concursos), o da Administração Interna (273 vagas) e o da Segurança Social (102 vagas) estão entre os que mais recrutaram, concursos esses que visaram entradas para os quadros da administração pública.

Os dados do Ministério das Finanças mostram que a Função Pública chegou a março deste ano com menos 53.406 pessoas do que tinha em 2011. No entanto, a maior redução foi registada em 2015, no último ano de Governo de Pedro Passos Coelho, quando se registou um corte de mais de 70 mil postos de trabalho.

Estes números são o reflexo de que os anos de crise travaram a entrada de pessoas na administração pública, mas a fragilidade de alguns serviços tornou inevitável o lançamento de concursos abertos.

Fonte: ZAP