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Farmacêuticas aumentam brutalmente o preço de centenas de medicamentos nos EUA

PhotoXpress

Mais de três dezenas de empresas farmacêuticas, como é o caso da Pfizer, juntaram-se para aumentar brutalmente os preços de centenas de medicamentos nos Estados Unidos (EUA) a partir de janeiro, mostra um relatório divulgado no primeiro dia do ano.

Desde 01 de janeiro, o aumento médio dos medicamentos já ultrapassou os 6,5%, com alguns fármacos a sofrer um aumento de dois dígitos, contrariando as promessas das farmacêuticas de manter os aumentos periódicos abaixo de 10%.

Os remédios em causa variam entre genéricos, medicamentos para pressão sanguínea e produtos específicos, indica o relatório, concebido pela empresa RX Savings Solutions – uma empresa que auxilia os consumidores a conseguirem planos de saúde e medicamentos mais acessíveis -, e difundido pelo The Wall Street Journal.

Apesar das pressões públicas e políticas quanto às alterações de preços por parte das farmacêuticas, estes aumentos não foram surpresa, lê-se num artigo do Ars Technica, de 02 de janeiro.

Em dezembro, a Reuters já tinha avançado que 28 fabricantes de medicamentos haviam notificado algumas agências da Califórnia (EUA) sobre a intenção de elevar o custo dos seus fármacos.

O aviso foi feito devido a uma lei recentemente aprovada, na qual é exigida que as farmacêuticas notifiquem as agências caso decidam elevar, em mais de 16%, os preços dos medicamentos nos Estados Unidos, num período de dois anos.

“Os pedidos efetuados e a vergonha pública não funcionaram”, disse na altura à Reuters Michael Rea, administrador executivo da RX Savings Solutions. “Prevemos os aumentos de 2019 seja ainda maiores do que nos anos anteriores”, reforçou.

Uma das farmacêuticas que planeia aumentar o preço dos seus medicamentos é a Pfizer. Em julho, a empresa foi notícia ao anunciar que faria uma pausa no aumento, caso o Governo dos EUA criasse novas políticas de saúde.

Essa decisão surgiu depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter referido, no Twitter, que tanto a Pfizer como outras empresas farmacêuticas “deviam ter vergonha” dos preços que praticavam.

Depois do anúncio da decisão da Pfizer em fazer uma pausa no aumento dos fármacos, Trump congratulou a empresa. “Aplaudimos a Pfizer por essa decisão e esperamos que outras empresas façam o mesmo. Ótima notícia para o povo americano!”, escreveu o presidente no Twitter.

No entanto, sem a criação das novas políticas de saúde, a Pfizer interrompeu o plano anunciado, estando agora pronta para aumentar o preço de 41 medicamentos até meados de janeiro, como tinha anteriormente delineado.

Outras empresas farmacêuticas que aumentaram ou pretendem aumentar os preços são a Allergan PLC, a GlaxoSmithKline PLC, a Amgen Inc., a AstraZeneca PLC, a Biogen Inc. e a Hikma Pharmaceuticals PLC. Na passada terça-feira, a Hikma elevou o preço de um dos seus medicamentos para pressão sanguínea – Enalaprilat – em 30%.

TP , ZAP //