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Google tem “planos muito agressivos” para Portugal (para investir e criar emprego)

A Google continua a “achar que Portugal é um país muito interessante para investir”. É o director-geral da multinacional no nosso país quem o diz, salientando que, apesar da pandemia, a tecnológica tem “planos muito agressivos” para investir e criar emprego em Portugal.

“Portugal é um país com potencial enorme. Não só é um bom país para investir, pequeno mas dinâmico, mas tem capacidade de atrair talento internacional e efectuar trabalho para o resto da Europa ou do mundo”, considera o director-geral da Google Portugal, Bernardo Correia, em entrevista à TSF.

Assim, “os planos são continuar a crescer e a apoiar Portugal”, frisa este responsável, notando que a Google quer aproveitar “o ecossistema das startups” e “montar operações internacionais aqui”.

“Apesar da crise e da pandemia”, a Google tem “planos muito agressivos aqui em Portugal, em termos de crescimento”, reforça Bernardo Correia, realçando que a empresa continua “a achar que Portugal é um país muito interessante para investir”.

Google só paga parte dos impostos em Portugal

Na mesma entrevista, o director-geral da Google Portugal fala da chamada “Taxa Google”, assegurando que se esta avançar, a empresa vai pagar o que tiver de ser.

A “taxa Google” ou “Gafa”, como também é conhecida por se aplicar a tecnológicas como Google, Apple, Facebook e Amazon, visa cobrar impostos de 3% às empresas digitais com receitas globais superiores a 750 milhões de euros ou lucros de 50 milhões de euros na Europa.

Para Bernardo Correia “o problema é que o lucro das multinacionais é taxado a nível internacional” e “qualquer multinacional europeia, que tenha um negócio nos EUA, por exemplo, não é muito diferente a maneira como é taxada”.

“O sistema de taxação internacional é um bocado igual para todos. Portanto, o que é preciso é reformar o sistema como um todo. Nesse dia, quando o sistema estiver reformado, e nós, mais uma vez, apoiamos fortemente a reforma, então pagaremos o nosso imposto de uma maneira diferente”, afiança o director-geral da Google Portugal.

“Esta “taxa Google” não é sobre o lucro, é sobre receita. É controversa exactamente por causa disso. É um princípio básico que se quebra“, diz ainda Bernardo Correia.

Mas “quando vier o decreto-lei que explique exactamente sobre o que é que incide e como incide, nós fazemos as contas e pagamos, como qualquer cidadão ou empresa responsável”, constata por fim.

Bernardo Correia revela ainda que o negócio da Google em Portugal “tem uma parte de taxação local e uma parte de taxação na Irlanda, que é onde se faz a facturação dos produtos vendidos em Portugal”.

“Pagamos 23 por cento de imposto sobre os lucros a nível internacional. É mais do que a média que se paga em Portugal, que é 21″, afirma também.


Fonte: ZAP