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Investimento no imobiliário comercial deve subir este ano para 2,6 mil ME – consultora

O investimento no imobiliário comercial deverá atingir este ano, em Portugal, 2,6 mil milhões de euros, contra os 2,2 mil milhões de 2017, sem contabilizar a reabilitação, que deverá significar mais 500 milhões de euros, segundo a consultora CBRE.

A previsão foi feita na apresentação da 3.ª edição do guia de investimento imobiliário da consultora e da sociedade de advogados Vieira de Almeida, em Lisboa, onde foi também afirmada a necessidade de criar REIT (Real Estate Investment Trust, em inglês), ou seja, sociedades de investimento em imobiliário para arrendamento.

Francisco Horta e Costa, diretor geral da CBRE Portugal, referiu a previsão, contextualizando que o mercado comercial nos últimos 10 anos registou uma média de 900 milhões de euros anuais.

Cristina Arouca, diretora de ‘Research’ da consultora, notou ainda que “nunca houve tanta falta de ‘stock’” no mercado, o que leva à subida de rendas, mas em valores ainda abaixo do registado no passado.

A base de dados da CBRE indica ainda diversificação da origem dos investidores, destacando que os norte-americanos, que tinham um peso 24% em 2016, passaram no ano passado para 3%.

Atualmente há um grande número de europeus que seguem uma “lógica de maior prazo” nos seus investimentos, assim como aumenta o peso dos nacionais, acrescentaram os responsáveis.

Os dirigentes da CBRE referiram não haver sinais de que o interesse dos investidores abrande no imobiliário português, que vive um “novo paradigma”, ao atrair vários tipos de investidores, incluindo os que pretendem reabilitar.

Os investimentos têm sido feitos à base de capital próprio, havendo rácios de financiamento mais baixos, notaram ainda.

Miguel Marques dos Santos, sócio da Vieira de Almeida, apontou como temas para o futuro a necessidade de “rever e simplificar o regime do IVA aplicado à atividade imobiliária” comercial.

A mesma fonte destacou a necessidade de aprovar os REIT em Portugal, já que “vão permitir ainda mais investimento”, assim como possibilitar a entrada de pequenos aforradores nestas sociedades.

As mudanças na lei do arrendamento e no regime jurídico de obras, nomeadamente as proteções de lojas histórias, “foram absorvidas pelo mercado”, referiu Marques dos Santos, mas avisou que devem ser “evitadas alterações” nas leis.