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Israel cria novo medicamento para curar cancro do cérebro

Um novo medicamento tem o potencial de curar pacientes com cancro cerebral agressivo: o glioblastoma. É o que indica um estudo feito no Sheba Medical Center, em Israel.

A necessidade de pesquisa sobre a doença prende-se pelo facto de não existir uma cura e os resultados dos tratamentos atuais são limitados. O glioblastoma é o cancro primário mais mortal para o cérebro.

O que a ciência sabe sobre a doença é que a trombina, um factor de coagulação sanguínea que é expelido por células do tumor, e PAR1, um recetor ativado por protease (uma enzima que decompõe proteínas e peptídeos), são partes dos tumores em si e responsáveis pela progressão da doença.

Chamada SIXAC, o medicamento, composta por seis novos aminoácidos, inibe a ativação do PAR1 – segundo o estudo publicado na revista Fronties in Neurology a 17 de novembro.

Por enquanto, o medicamento só foi testada em modelos do tumor em animais, mas mostrou-se efetiva: desacelerou a progressão da doença, a sua multiplicação e habilidade de penetrar no tecido cerebral, de acordo com a revista Exame.

Em 10% dos animais que tinham tumores malignos de alto grau, o medicamento prolongou as suas vidas e chegou a curá-los da doença. O glioblastoma também pode afetar a coluna vertebral, mas o estudo foi feita com foco no tumor cerebral.

A expetativa dos investigadores é analisar os seus resultados em humanos o mais breve possível. A SIXAC seria implementada como um tratamento complementar à quimioterapia, com o objetivo de prolongar e dar mais qualidade de vida aos pacientes que sofressem da doença.

Ainda assim, apesar da promessa dos esforços dos investigadores, eles alertam que o sucesso do novo medicamento dependerá não só dos avanços científicos, mas também do financiamento.