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Jornalista maltesa arrasou a francesinha: “e ninguém quer saber”

Francesinha ou “combinação mortal”? Uma reportagem sobre o Porto num jornal internacional arrasou aquele que é o prato mais famoso do norte de Portugal.

A partir deste mês, a Ryanair vai operar voos diretos entre Malta e o Porto. Esta novidade foi o mote que incentivou a jornalista , do The Times of Malta, a viajar até ao norte de Portugal, de modo a obter material suficiente para escrever uma reportagem que aliciasse os malteses a descobrir os encantos que o Porto esconde em cada esquina.

Desta viagem, nasceu a reportagem “Time to drink port in Porto”, publicada naquele que é o jornal mais antigo e vendido do país, na qual a jornalista descreve ao pormenor como é ser-se um turista na Invicta.

Rachel rendeu-se à Ponte D. Luís I, que, à chegada, lhe tirou o fôlego. “As luzes brilham ao longo do rio Douro e a encantadora ponte de ferro molda um cenário verdadeiramente magnífico no coração da cidade”, escreveu.

Os elogios estenderam-se até à “decoração grandiosa” do Majestic Café, passaram pelo “peixe fresco dos inúmeros restaurantes na margem do Douro“, enalteceram os “fantásticos” pastéis de Chaves e deram ainda mais cor à “vivacidade” do Mercado do Bolhão.

Mas, como nem o Douro é um mar de rosas, a jornalista criticou aquele que é o prato mais famoso do Norte na sua crónica de viagens e arrasou a francesinha.

“A francesinha é uma sandes com pão, presunto, linguiça, salsicha e bife, cobertos de queijo derretido e molho de cerveja e tomate”, explicou, dizendo na frase seguinte que esta é uma verdadeira “combinação mortal” que “chega a ser servida até com batatas fritas”.

A jornalista não especificou o restaurante onde comeu a francesinha. Disse apenas que foi junto à Ponte D. Luís I, em Vila Nova de Gaia, e que à porta do restaurante havia a placa “A melhor francesinha de Portugal”. Rachel decidiu experimentar, mas confessa ter ficado desiludida.

“Porque nunca tínhamos experimentado, tivemos que parar e provar. Dividi uma e senti-me indisposta. Não era assim tão saborosa e fiquei surpreendida por se tratar de um prato tão popular”, refere, frisando que o Porto “funciona muito em redor da comida”.

Apesar das críticas da jornalista , milhares de portuenses (e não só) continuam a saborear as suas deliciosas francesinhas. E se os malteses apreciam as suas praias paradisíacas de água quente, os portugueses vão continuar a preferir uma bela “combinação mortal” à hora da refeição.