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Lagarde defende que o fundo de recuperação se torne permanente (e admite mais estímulos)

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu, em entrevista ao Le Monde, que o Fundo de Recuperação se torne uma ferramenta permanente.

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, citada pela Bloomberg, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), efendeu que os líderes da União Europeia (UE) devem considerar se o Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros da região se poderia tornar numa ferramenta permanente, mantendo-se na “caixa de ferramentas” do bloco para o caso de ser necessário novamente.

“Espero que haja debate em torno de uma ferramenta orçamental comum para a Zona Euro e que seja enriquecido pela nossa experiência atual”, sublinhou a responsável do BCE.

Lagarde disse ainda que é importante que os estímulos dos governos não sejam retirados “prematuramente”, sob pena que atrasar a recuperação das economias perante o impacto da pandemia.

Na mesma entrevista, a presidente do BCE garantiu que, se a crise se agravar com a pandemia a arrastar-se, “as opções na caixa de ferramentas não se esgotaram”. “Se for necessário fazer mais, nós faremos mais”, assegurou Lagarde.

“Desde a retoma que assistimos desde o verão, a recuperação tem sido desigual, incerta e incompleta e os riscos estão a perder força. Vamos manter uma vigilância apertada sobre os indicadores ao longo do outono”, referiu a responsável francesa.

Na semana passada, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a economia mundial está em terreno extremamente frágil, apesar dos sinais de melhoria registados nos últimos meses. Além disso, a pandemia de covid-19 vai causar “profundas mudanças estruturais”.

Em maio, no pior cenário delineado, os economistas do Banco Mundial já previam que 60 milhões de pessoas poderiam cair em pobreza extrema e, em agosto, a previsão foi ainda mais pessimista, passando para 100 milhões de pessoas. Pelos últimos cálculos, em 2021 quase 150 milhões de pessoas em todo o mundo podem cair em pobreza extrema, com rendimento diário estimado de 1,9 dólares (1,62 euros).


Fonte: ZAP