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Lego quer substituir plástico por cana-de-açúcar, mas não revela quanto vai gastar

coleydude / flickr

Há 60 anos que a Lego produz peças em plástico, mas quer deixar de fazê-lo. No entanto, o CEO ainda não revelou quanto é que a empresa vai gastar para implementar estas alterações.

A lego planeia usar materiais sustentáveis já a partir de 2030, nomeadamente cana-de-açúcar para substituir o plástico que usa há já 60 anos. No entanto, não avança quanto é que este plano irá custar nem se irá afetar os resultados futuros.

Segundo o Jornal de Negócios, a empresa anunciou em março que queria eliminar a dependência do plástico feito a partir do petróleo e apostar no fabrico de brinquedos com materiais recicláveis ou à base de fibras de plantas.

O desafio que a empresa detido por Niels B. Christiansen enfrenta agora é desenhar blocos que encaixem na perfeição, com cores atrativas e que não se partam com facilidade, isto sem usar plástico. Apesar de querer alterar a matéria-prima, a Lego quer manter o produto e a qualidade, um plano que vai custar muito dinheiro.

Mas a Lego não revela valores. “É difícil dizer”, afirmou o CEO da empresa à Bloomberg. “Nem sequer tenho a certeza se vamos ser capazes de criar algo com a qualidade pretendida”.

Certo é que os primeiros passos já foram dados: este ano, a empresa começou a produzir peças em polietileno, obtido através da conversão do etileno da cana-de-açúcar.

Além disso, entre 1 e 17 de Agosto, a Lego disponibilizou o conjunto “Plants from Plants” gratuitamente em compras superiores a 35 euros, mas que só esteve disponível online e em alguns países devido ao acesso limitado aos materiais sustentáveis.

Ainda assim, a Lego não está sozinha nesta luta contra o plástico. Há cada vez mais empresas a tentarem usar materiais recicláveis ou, no mínimo, menos poluentes.

É o caso da Coca-Cola, que planeia reciclar o equivalente a todas as garrafas e latas que usa até 2030, e o McDonald’s e a Starbucks que estão a deixar de usar palhinhas de plástico.

Fonte: ZAP