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Marcelo vira as atenções para Rovisco Duarte e pressiona Governo a não reconduzir o CEME

Paulo Novais / Lusa

Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, ministro da Defesa Azeredo Lopes e Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Rovisco Duarte

As atenções estão todas centradas em Joana Marques Vidal. Mas primeiro, ainda terá de ser tomada uma decisão sobre a recondução do chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte.

Esta sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa colocou em cima da mesa o caso da recondução do atual chefe de Estado-Maior do Exército, que terá de ser decidida até abril, numa altura em que a contestação ao general Rovisco Duate está ao rubro.

Sobre a recondução da Procuradora-Geral da República, Marcelo diz que “não há razão para nenhuma dramatização. A democracia é natural, as instituições funcionam, ainda há menos de um ano tomei uma decisão sobre a nomeação do presidente do Tribunal de Contas, vou tomar agora relativamente a chefias militares por proposta do Governo”.

Desta forma, o Presidente da República sublinhou que a substituição ou não de Joana Marques Vidal pode não ser o único foco de desentendimento com o Governo. O mandato de Rovisco Duarte como Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) termina em abril, pelo que esta decisão terá de ser tomada primeiro.

Para Marcelo, o mistério de Tancos é um espinho nas relações com o executivo que exige ver esclarecido, destaca o Público. No Parlamento, este caso voltou à ribalta com a aprovação de um requerimento do CDS, na sexta-feira, para instar o Ministério Público a confirmar se a lista do material de Tancos recuperado está em segredo de justiça, como alegou o Exército para não a entregar aos deputados.

Também na sexta-feira, Paulo Rangel mencionou o nome do CEME para insistir na necessidade da demissão de Rovisco Duarte. O eurodeputado diz que se está a assistir ao “enxovalho das Forças Armadas” no mistério de Tancos.

Ainda assim, Rovisco Duarte conta com o apoio do Presidente Marcelo para terminar o mandato, mas não para ser reconduzido. A não recondução do CEME irá agradar a direita, a quem também agradará o mais provável sucessor de Rovisco: o vice-CEME general Serafino, condecorado por Marcelo em julho e um dos homens de confiança de Paulo Portas quando era ministro da Defesa.

Fonte: ZAP