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Mais de mil cidadãos de Paços de Brandão assinam petição contra fecho de CTT local

O anunciado encerramento dos correios de Paços de Brandão, em Santa Maria da Feira, motivou uma petição em que 1.120 cidadãos se opõem à medida e também à entrega desse serviço a agentes privados locais, se isso implicar menos serviços, anunciou hoje o porta-voz dos subscritores

Em declarações à Lusa, Germano Gonçalves afirmou que o documento reunia 1.120 assinaturas e já foi remetido à Assembleia da República, com envio registado na própria estação dos CTT de Paços de Brandão.

“Em primeiro lugar, estamos contra o encerramento do nosso balcão de correios em Paços de Brandão. (…) Em segundo, estamos contra a passagem dos CTT para o balcão de agentes privados, mas só na medida em que, até agora, ninguém garantiu que, a mudar-se o serviço de um lado para o outro, o novo local vai manter as mesmas funcionalidades que existiam nos correios normais até aqui”, realçou.

Germano Gonçalves não rejeita que a entrega dos serviços postais à gestão dos proprietários de um estabelecimento comercial da freguesia possa ser útil, e até constituir “uma ajuda” para os empresários locais e as suas famílias, mas afirma que a população está preocupada com a possibilidade de esse eventual novo Ponto CTT não ter as mesmas valências de uma estação de correios tradicional.

“Até agora, nem presidente da Junta nem presidente da câmara garantiram ao povo que, a mudarem-se os CTT para outro sítio, se vão manter as mesmas funcionalidades que tínhamos antes”, declara.

Revelou ainda que “as pessoas não sabem se os novos correios vão poder continuar a pagar reformar e a fazer movimentações de dinheiro dentro do banco, por exemplo, e isso é que causa indignação”.

Os CTT confirmaram a 02 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.

Em causa estão os seguintes balcões: Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Porto), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).

A decisão de encerramento motivou já críticas de autarquias e utentes.