A lista Worldwide Cost of Living 2019, o relatório do Economist sobre as cidades com o custo de vida mais caro, é liderada por duas cidades asiáticas e um europeia: Singapura, Hong Kong e Paris.

Esta é mesmo a primeira vez que três cidades partilham o título de mais cara do mundo, sendo que Singapura é a única que mantém a mesma posição do ano passado.

As primeiras posições são repartidas entre a Ásia e a Europa: Zurique (4º lugar), Genebra (5ª) e Copenhaga (7ª) completam o lote europeu no top 10, com a particularidade de nenhuma destas cidades fazer parte da zona euro. Osaka, no Japão, e Seul, a capital sul-coreana, são as outras representantes asiáticas no top 10.

A lista é encerrada por duas cidades norte-americanas – Nova Iorque e Los Angeles – e uma surpresa vinda do Médio Oriente: Telavive, cidade israelita que há cinco anos estava na 28ª posição.

Lisboa aparece a par de Praga, a capital checa, na 82º posição, logo atrás de Atenas. Londres não aparece nas vinte primeiras posições (está em 22º lugar), atrás  de Dublin (19ª), enquanto Manchester aparece na 51ª posição, reflexo da instabilidade causada pelo Brexit e do enfraquecimento da libra.

O ranking analisa os preços de serviços e produtos, como habitação, transportes ou do pão, em 133 cidades, tendo como referência o custo de vida em Nova Iorque. Paris, cidade que tem sido varrida por protestos dos coletes amarelos contra o aumento dos preços, chegou ao topo da lista, embora ocupe o top 10 desde 2003. “Só o álcool, os transportes e o tabaco têm aí valores comparáveis com outras cidades europeias”, sublinha Roxana Slavcheva, autora do estudo.

Um corte de cabelo feminino custa, em média, 105 euros na capital francesa, enquanto ronda os 65 euros em Zurique e os 80 em Genebra. No entanto, se formos até à Dinamarca, os gastos num cabeleireiro em Copenhaga já sobem para os 155 euros.

“As cidades europeias tendem a apresentar os custos mais elevados com habitação, cuidados pessoais e nas categorias de recreação e entretenimento, provavelmente refletindo preços mais altos sobre gastos discricionários”, explica o relatório.

De acordo com o Diário de Notícias, em Seul, um quilo de pão custa quase 14 euros. Uma garrafa de cerveja custa, em média, três euros em Nova Iorque, onde um fato de homem ronda os 2.400 euros e uma mulher que queira cortar o cabelo pode contar com uma fatura na ordem dos 185 euros. Estes foram alguns dos recordes de preços entre 160 produtos e serviços analisados no Worldwide Cost of Living 2019.

Caracas no fundo da tabela

Este ano, o título de cidade menos cara do mundo vai para Caracas. Apesar de o governo venezuelano ter tentado no ano passado desvalorizar taxas para reduzir a pressão cambial, uma inflação galopante, com a quebra de serviços públicos e o recurso ao mercado negro e até a trocas diretas, justificam este resultado.

A capital da Venezuela vive nesta altura uma acentuada crise política – com a luta pelo poder entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó – e económica, a que juntou um apagão elétrico de uma semana. Damasco, a capital Síria, e Tachkent, no Uzbequistão, são as cidades que completam o top 3 das menos caras.

As flutuações de moeda explicam as maiores oscilações no ranking. Por um lado, a subida do dólar fez com que muitas cidades dos EUA dessem saltos na tabela, subida indesejada pelos seus habitantes, que sentiram o aumento dos preços nas suas carteiras. Além de Nova Iorque e Los Angeles, o destaque vai para San Francisco (que subiu doze posições, do 37º para o 25º lugar), Houston (de 41º para 30º) e Minneapolis.

Quem mais desceu no ranking com o fortalecimento da moeda americana, foram Istambul, na Turquia, e Buenos Aires, que caíram ambas 48 lugares na tabela do custo de vida, assim como São Paulo e o Rio de Janeiro, que estão fora das cem cidades mais caras. Em sentido inverso, as maiores subidas foram registadas na Nova Caledónia (Numeá subiu 33 posições) e na Bulgária (Sofia subiu 29 lugares, até à 90ª posição).

Fonte: ZAP

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