Início Economia Preços dos combustíveis podem disparar (e a culpa é de Trump)

Preços dos combustíveis podem disparar (e a culpa é de Trump)

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Doug Mills / EPA

O presidente dos EUA prepara-se para anunciar o fim da isenção das sanções aos países importadores de petróleo do Irão. Uma má notícia para os condutores portugueses que poderão ver os preços dos combustíveis disparar devido à guerra de Donald Trump contra o regime iraniano.

Parece quase certo que a tendência de aumento dos preços dos combustíveis está aí para ficar. E as novas sanções que Donald Trump pretende implementar, com foco nos países que importam petróleo do Irão, é uma das causas para esse cenário.

O presidente norte-americano deverá anunciar o fim da isenção de sanções a estes países importadores na próxima semana, reforçando a política de bloqueio ao Irão, como constata o Diário de Notícias.

O previsível anúncio deverá despoletar uma subida de preços, com o gasóleo a atingir o pico de preço de 1,50 euros por litro, segundo apontam os especialistas económicos.

Em causa estão países como Turquia, China, Índia, Japão e Coreia do Sul que continuam a comprar combustível ao Irão.

“Um dos principais fornecedores de gasóleo de Portugal é Espanha, que vai buscá-lo à Turquia”, constata Tomás Cunha, da corretora XTB, ao DN.

“De Espanha, anualmente, importamos mais ou menos três mil milhões de euros em combustível e da Arábia Saudita importamos cerca de mil milhões”, refere Tomás Cunha. As prováveis sanções a anunciar por Trump podem vir a “mudar esta tabela de uma maneira incrível”, destaca o analista, realçando que poderá passar a haver “um monopólio” da Arábia Saudita.

Já João Queiroz, do Banco Carregosa, não acredita que isso aconteça. “A economia doméstica e as estruturas estão muito integradas com Espanha e seria necessário um fenómeno extraordinário para favorecer a Arábia Saudita, cujo peso é quase irrelevante na nossa economia”, considera também no DN.

Certo é que nesta semana, só perante o rumor, as exportações do Irão “caíram de 1,2 milhões de barris por dia para 900 mil”, como revela Tomás Cunha, evidenciando uma queda de “quase um quarto” e assumindo que “uma jogada destas teria um impacto pesado na economia global e, principalmente, na economia portuguesa”.

A subida de preços terá, por outro lado, repercussões positivas para as petrolíferas que já vão revelando elevados ganhos.

Nos mercados internacionais, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em Junho terminou, nesta terça-feira, em alta de 0,73%, subindo para os 74,54 dólares.

O crude do mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 54 cêntimos acima dos 74,00 dólares com que fechou as transacções na segunda-feira.

O preço do petróleo continua em baixa, mas adivinha-se que poderá disparar para máximos de Outubro passado quando o valor por barril passou dos 86 dólares.

Fonte: ZAP

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