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Bactérias de axilas, umbigos e ouvidos de celebridades usadas para fazer “queijo humano”

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Os queijos feitos com bactérias de axilas, umbigos e ouvidos de celebridades estão em exposição num museu britânico, numa tentativa de mudar a forma como as pessoas olham para os micróbios.

A exposição “Food: Bigger Than the Plate” no Museu Victoria & Albert, em Londres, tem como objetivo dar uma perspetiva diferente das bactérias, que normalmente são retratadas como prejudiciais para os seres humanos.

Apesar de opinião pública provar essa repulsa por micróbios e bactérias, estudos recentes mostram que estes podem ser fundamentais para a nossa existência e bem-estar. Aliás, a composição do microbioma pode mesmo afetar o nosso humor, peso, inteligência e personalidade.

“A suposição popular de que os micróbios apenas são uma fonte de dano ou constrangimento está a dar lugar a uma compreensão muito mais complexa das coisas extraordinárias que ele fazem por nós”, explicou o museu britânico, no seu blogue.

Para atrair uma maior atenção mediática, os micróbios foram retirados das axilas, umbigos e ouvidos de cinco celebridades britânicas. O processo de fazer os queijos, segundo o ATI, é também bastante simples.

Depois de extraídas, as bactérias são cultivadas em placas de Petri até que estejam aptas para serem colhidas e misturadas com o leite para fazer o queijo. O facto de as bactérias encontradas no corpo humano serem bastante semelhantes às usadas para fazer queijo, torna tudo muito mais fácil.

Enquanto para uns pode causar repulsa a mera ideia de fazer comida com bactérias humanas, Ruby Tandoh, uma das celebridades que “doou” alguns dos seus germes para fazer queijo Stilton, disse que “não é nojento, é arte“. Tandoh foi finalista de um concurso de culinária britânico chamado Great British Baking Show.

As outras celebridades que participaram na iniciativa foram o rapper Professor Green (para fazer queijo mozzarella); Suggs, vocalista da banda Madness (queijo cheddar); o famoso chefe de cozinha Heston Blumenthal (queijo comté) e o baixista dos Blur, Alex James (queijo Chesire).

A ideia original partiu da bióloga sintética Christina Agapakis e do artista Sissel Tolaas. Juntos combinaram arte, engenharia e biotecnologia para criar um queijo único para a exposição do Museu Victoria & Albert.

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