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Sally Ride foi a primeira mulher norte-americana a ir ao Espaço. A sua jornada espacial começou com uma simples carta, escrita à mão e com apenas 40 palavras, que enviou à NASA.

A história de Sally Ride, a primeira mulher norte-americana a ir ao Espaço, começa no ano de 1977, numa altura em que estava a terminar o seu doutoramento em Astrofísica. Ao ver um artigo no jornal Stanford Daily, no qual se lia que a NASA estava a recrutar mulheres para fazerem parte do seu programa espacial, Sally pôs mãos à obra.

Numa carta escrita à mão, agora revelada pelo Business Insider, a norte-americana precisou apenas de 40 palavras (e ainda menos, quando traduzida para Português) para demonstrar o seu interesse:

“A quem possa interessar,
Sou uma doutoranda em Astrofísica, na Universidade de Stanford, e estou interessada no vosso programa espacial. Por favor, peço que me enviem os formulários necessários para concorrer como candidata ao cargo de ‘especialista de missão’.
Obrigada,
Sally Ride”

A missiva, que tinha até uma palavra riscada, foi partilhada com o jornal pela companheira de vida da astronauta, Tam O’Shaughnessy, e iniciou o percurso daquela que seria uma das seis mulheres astronautas aceites nesse programa da NASA.

Em declarações ao Business Insider, citado pelo site Science Alert, O’Shaughnessy conta que Sally nunca tinha pensado ser astronauta até ler aquele artigo. “Estava a tomar o pequeno-almoço na cafeteria da universidade e teve um daqueles ‘cliques’: ‘Meu deus, quero fazer isto. Quero tentar fazer isto’. Por isso enviou a carta à NASA”.

A astronauta foi pela primeira vez ao Espaço, no dia 18 de junho de 1983, como especialista de missão na segunda missão do Space Shuttle Challenger, e voltou a ir no ano seguinte. A ideia era voltar lá novamente mas esses planos foram travados com a destruição do Challenger em 1986, num acidente no qual morreram os sete tripulantes.

Numa entrevista à NASA, em 2002, Sally conta que, no início, o processo de seleção dos candidatos foi até “divertido” e “rápido”. “Não sei se foi numa semana ou num mês, recebi um formulário simples de uma ou duas páginas que não era muito mais do que: ‘Existe realmente alguém do outro lado deste formulário? Quer realmente concorrer a esta vaga?”.

Ao longo do tempo, o processo foi ficando mais sério, tendo sido aceite no programa da agência espacial norte-americana. Sally tornou-se uma especialista da NASA em sistemas de robótica e fez parte da comissão que investigou o desastre do Challenger.

A astronauta, que faleceu em 2012, recebeu no ano seguinte, numa homenagem póstuma, a Medalha Presidencial da Liberdade, entregue pelo então Presidente dos EUA, Barack Obama, que a considerou “mais do que uma astronauta, mas sim um tesouro americano”.

Sally dedicou a sua vida ao Espaço, não só ao melhorar a educação da ciência, mas também ao fundar a organização sem fins lucrativos Sally Ride Science. A astronauta queria encorajar crianças e jovens a ter uma maior paixão pela ciência, sobretudo raparigas.

“Penso que a maioria das pessoas ainda a vê apenas como uma astronauta. Mas não valorizam o tanto que ela fez por trás de cena que afetou a política espacial e a política de educação científica”, conclui o marido.

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