Início Ambiente GM e Fiat Chrysler compram “direito de poluir” à Tesla

GM e Fiat Chrysler compram “direito de poluir” à Tesla

COMPARTILHAR

A fabricante automóvel Tesla produziu uma receita de 2 mil milhões de dólares a vender créditos de gases com efeitos de estufa. GM e Fiat Chrysler compram estes créditos que lhes permitem não ter de vender tantos veículos elétricos.

Nos Estados Unidos, para encorajar a produção de veículos elétricos, o governo criou os créditos de gases com efeitos de estufa, também conhecidos como créditos de veículos de zero emissões. As empresas ganham estes créditos ao vender carros elétricos. Assim sendo, as fabricantes automóveis que não consigam créditos suficientes têm de pagar uma multa.

Como a Tesla apenas produz carros elétricos, o número de créditos que possui é astronómico. A GM e a Fiat Chrysler aperceberam-se disso e estão a aproveitar o facto de a empresa de Elon Musk não precisar dos créditos, para os comprarem.

Por outras palavras, a GM e a Fiat Chrysler estão a comprar à Tesla o seu “direito de poluir”, permitindo-lhes fabricar e vender carros a combustíveis fósseis e evitarem ter que vender veículos de zero emissões. A informação foi avançada pela Bloomberg esta semana, já que esta estratégia se mantinha em segredo até agora.

No caso da GM, apesar de o grupo conseguir uma boa quantidade de créditos com as vendas do híbrido Chevrolet Volts e do elétrico Bolts, a balança desequilibra-se com a elevada venda de camiões e SUVs. A empresa pretende também poupar créditos caso a política de emissões de gases poluentes fique mais apertada caso um democrata vença as eleições presidenciais de 2020.

O porta-voz da GM, Pat Morrissey, disse que a empresa está a comprar os créditos como uma espécie de seguro para “incertezas regulatórias futuras“. Já Eric Mayne, porta-voz da Fiat Chrysler defende que as exigências de créditos “excedem em muito” a demanda dos americanos por veículos elétricos.

Só no ano passado, a Tesla gerou receitas de 418,6 mil milhões de dólares na venda de créditos, que se prolonga, pelo menos, desde 2011.

Fonte: ZAP

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.