Início Economia Trump admite cancelar acordo caso China espere até às eleições de 2020

Trump admite cancelar acordo caso China espere até às eleições de 2020

Thomas Peter / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da China, Xi Jinping

No primeiro dia das negociações para um acordo comercial, Trump garantiu ter “todas as cartas” na mão. O presidente americano colocou ainda a hipótese de cancelar o acordo caso a China espere até às eleições de 2020.

As negociações entre Estados Unidos e China não começaram da melhor forma, segundo o próprio Donald Trump. O presidente americano acusa os chineses, numa série de tweets, de tentarem sempre mudar o acordo para seu próprio benefício.

“A China está a sair-se muito mal, o pior ano em 27 — deveriam ter começado a comprar os nossos produtos agrícolas agora — não há sinais de que o façam“, escreveu Trump esta terça-feira. O norte-americano ainda enalteceu a economia do seu país que “se tornou muito maior” do que a economia chinesa nos últimos três anos.

Trump aproveitou ainda para abordar o tema das eleições de 2020, referindo que a China talvez consiga o acordo que quer caso “Joe Sonolento” (Joe Biden) vença as eleições. “Talvez aí eles consigam um grande acordo, como nos últimos 30 anos”, escreveu.

Aliás, Donald Trump sugeriu que a China pode estar a tentar prolongar as negociações para um acordo comercial até às eleições de 2020, esperando que aí Trump já não esteja na Casa Branca.

Contudo, o presidente garante que “se e quando ganhar”, o acordo será muito mais duro do que aquele que está a ser atualmente negociado. “Ou nem sequer haverá acordo”, atirou o americano.

As negociações entre os dois países pararam em maio, e Trump subiu de 10 para 25% as tarifas sobre vários produtos chineses, levando Pequim a contra-atacar e a impor mais taxas sobre produtos norte-americanos, explica o Observador.

Uma fonte próxima da Reuters garantiu que o acordo será decidido por gestos de “boa vontade”, como por exemplo o compromisso chinês em comprar produtos agrícolas norte-americanos e os Estados Unidos aliviarem as sanções a empresas tecnológicas chinesas, como é o caso da Huawei.

Fonte: ZAP

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