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Violência policial é uma das principais causas de morte de jovens negros nos EUA

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gl33p / Flickr

Protestos em Madison, Wisconsin, depois da morte de mais um jovem negro alvejado pela polícia nos EUA

A violência policial é uma das principais causas de morte entre jovens nos Estados Unidos, com os negros a terem 2,5 vezes mais hipóteses de serem mortos do que os homens brancos.

O estudo, publicado este mês na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou os riscos de fatalidade durante encontros policiais — cerca de 11.456 entre 2013 e 2017 — e descobriu que homens e mulheres afro-americanos, nativos e latinos enfrentam um maior risco de serem mortos pela polícia do que indivíduos caucasianos.

“Esta desigualdade não é surpreendente. Basta ver os noticiários para ver que as pessoas de cor correm um risco muito maior. O que nos falta neste país são estimativas sólidas de mortes relacionadas com a polícia porque não existe uma base de dados oficial onde esta informação seja armazenada”, afirma em comunicado Frank Edwards, professor assistente da Escola de Justiça Criminal da Universidade de Rutgers e autor do estudo.

“Não sabemos ao certo com que frequência estas mortes aconteceram porque os dados não são bons o suficiente. Mas se vamos tentar mudar as práticas policiais que não estão a funcionar, precisamos de rastrear melhor estas informações”, acrescenta.

A investigação descobriu que o risco de morte para cada grupo atinge o pico entre os 20 e os 35 anos e diminui com a idade. A taxa de mortalidade mais alta entre os homens é entre os 25 e os 29 anos , sendo a violência policial a sexta principal causa de morte, atrás de eventos como overdoses, acidentes de viação e outras fatalidades como suicídio, outros homicídios, doenças cardíacas e cancro.

Os homens negros enfrentam uma probabilidade de um em mil de serem mortos pela polícia durante toda a sua vida, em comparação com cerca de um em dois mil para os homens em geral. No caso das mulheres negras, estão 1,4 vezes mais propensas a serem mortas pela polícia do que as caucasianas.

Edwards afirma que este estudo só reforça a necessidade de tratar a violência policial — que aumentou cerca de 50% desde 2008 — como um problema de saúde pública e de criar novas reformas, incluindo programas de bem-estar social e saúde pública, financiamento adequado de serviços comunitários e restrição de polícias armados.

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