Na vila costeira de Heacham, no Reino Unido, uma lenda com 400 anos conta que a Pocahontas plantou uma amoreira nos terrenos da mansão local.

A amoreira, que ainda hoje se mantém de pé nos jardins da Mansão Heacham, em Norfolk, foi recentemente submetida a um estudo de ADN, na esperança de desvendar a lenda e de separar os factos da ficção.

Pouco se sabe sobre a vida de Pocahontas. Mas o que se sabe é que nasceu por volta de 1596, tendo sido batizada de Amonute. Pocahontas era apenas uma alcunha, que significava “brincalhona”. A menina era filha de Powhatan, o poderoso chefe que liderou uma rede de tribos nativas americanas na região de Tidewater, na Virgínia.

De acordo com a história, quando era criança, Pocahontas ajudou a garantir a liberdade do capitão John Smith, explorador colonial, depois de este ter sido capturado pelo irmão de Powhatan, Opechancanough, e ameaçado com a morte.

Por volta de 1613, Pocahontas foi capturada pelos colonos de Jamestown e ficou em sequestro, durante o qual foi “encorajada” a converter-se ao cristianismo. A adolescente casou-se com o plantador de tabaco inglês John Rolfe em 1614, aos 17 anos, e forçada a viajar para Inglaterra, onde foi apresentada como um exemplo de “nobre selvagem”.

Pocahontas terá passado 10 anos em Inglaterra,alguns dos quais na casa da família Rolfe, em Heacham, onde a lenda da árvore aparece. Segundo alguns relatos, Pocahontas colheu sementes de amoreiras em todo o Reino Unido e plantou algumas em Heacham.

Há também histórias de que o rei James I costumava oferecer sementes de amoreira aos seus muitos convidados. Pocahontas terá conhecido a corte real inglesa, por isso também poderá ter recebido algumas das suas sementes de amoreira dessa forma.

Para descobrir e desvendar a lenda, os investigadores da Comissão Florestal realizaram análises de ADN entre a árvore de Heacham e outras velhas amoreiras no Reino Unido, como as do Palácio de Buckingham, da Syon House, no oeste de Londres, e de Narford Hall, em Norfolk. Qualquer ligação genética clara entre a árvore de Heacham e as outras árvores velhas sugeriria que a história poderia ser real.

No entanto, os resultados foram inconclusivos. Joan Cottrell, da Comissão Florestal, disse à BBC que os cientistas estudaram oito amoreiras. Embora o projeto sugerisse que ainda poderiam ter um ancestral comum próximo, o trabalho “falhou em obter resultados claros”.

Os resultados mostraram-se inconclusivos, mas a investigação ajudou a esclarecer esta história fascinantes – mas trágica -, frequentemente romantizada e envolvida por contos folclóricos coloniais ou pela ficção da Disney.

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