Início Coronavírus Vice-presidente do BCE defende “rendimento mínimo de emergência” para Espanha

Vice-presidente do BCE defende “rendimento mínimo de emergência” para Espanha

La Moncloa – Gobierno de España / Flickr

Luis de Guindos, vice-presidente do Banco Central Europeu

Luis de Guindos, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-ministro da Economia espanhol, defende a criação de um “rendimento mínimo de emergência” para Espanha devido ao surto do novo coronavírus.

De acordo com o jornal espanhol 20minutos, Luis de Guindos prevê uma recessão económica na Europa devido ao surto de coronavírus, mas mantém a esperança de uma recuperação até ao final do ano.

“Os dados do primeiro semestre serão muito negativos para a Zona Euro. A esperança é que tenhamos uma recuperação na segunda metade do ano”, disse o responsável do BCE, durante uma entrevista ao canal La Sexta, acrescentando que esta crise é diferente da crise de 2008 e que terá um impacto “muito intenso” na economia europeia.

O ex-ministro espanhol afirmou que o BCE está a “tentar impedir que se repita uma crise de dívida” e que a instituição vai “comprar ativos no valor de praticamente o PIB espanhol”. O vice-presidente do BCE defendeu ainda a criação de um “rendimento mínimo de emergência” no país vizinho “durante um período de transição” para evitar uma crise social.

“Acredito que o Estado deve agir durante esse período de transição para que não haja uma crise social. Isto vai durar semanas ou meses, mas não mais do que isso. Espero que todos atendamos às necessidades básicas da população espanhola, fundamentalmente a mais vulnerável”, afirmou.

Este domingo, Espanha prolongou o estado de emergência por mais 15 dias. O país vizinho registou, de sábado para domingo, 394 mortos e um aumento de 3.646 no número de infetados.

Segundo os números do Ministério da Saúde espanhol, desde o início da pandemia, o país teve um total de 28.572 casos, dos quais 1.720 morreram e 2.125 foram curados.

A região mais atingida é a de Madrid, com 9702 infetados e 1021 mortos, seguida pela da Catalunha (4704 e 191), a do País Basco (2097 e 97) e a de Castela-Mancha (1819 e 112).

Fonte: ZAP

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