Início Ciência A Nova Zelândia está em cima de uma enorme bolha de lava

A Nova Zelândia está em cima de uma enorme bolha de lava

gnuckx / Flickr

A Nova Zelândia situa-se no topo dos restos de uma pluma vulcânica gigante. Este processo é o responsável pela atividade vulcânica e desempenha um papel fundamental no funcionamento do nosso planeta.

Nos anos 70, vários cientistas propuseram a teoria de que o interior do nosso planeta se agita lentamente, como se fosse uma enorme bolha de lava. Como explica o Newsweek, estas bolhas flutuantes surgem como plumas do manto derretido do centro da Terra, um local onde as rochas são tão quentes que se movem como um líquido.

De acordo com esta teoria, à medida que as plumas se aproximam da superfície, começam a derreter, num processo que desencadeia erupções vulcânicas. No entanto, a existência destas plumas nunca chegou a ser comprovada, pelo que os geólogos acabaram por descartar a teoria.

Um recente estudo, publicado no dia 29 de maio na Science Advances, apresenta agora as primeiras evidências desta teoria, com os resultados a revelarem que a Nova Zelândia se encontra por cima dos restos de uma bolha de lava.

Há 120 milhões de anos, durante o Período Cretáceo, várias erupções vulcânicas por baixo do oceano criaram um planalto subaquático do tamanho da atual Índia. À medida que o tempo foi passando, esta estrutura foi rompida pelos movimentos das placas tectónicas.

Atualmente, um dos fragmentos encontra-se sob a Nova Zelândia e forma o planalto oceânico de Hikurangi.

A investigação, levada a cabo pelos cientistas da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, revelou informações cruciais sobre as rochas do manto, que foram “esticadas” na sequência das grandes forças do interior da Terra, confirmando assim a teoria avançada nos anos 70.

Esta atividade teria sido responsável por fortes mudanças climáticas, assim como pela extinção em massa que alterou a direção da evolução da vida no nosso planeta.

Os cientistas não sabem se, atualmente, este processo ainda ocorre. No entanto, esperam que as novas técnicas de deteção sísmica os ajudem em descobertas futuras.

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