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A pandemia de covid-19 fez diminuir o volume global de vendas de diamantes, bloqueando toda a indústria e fazendo com que os produtores acumulem grandes quantidades destas pedras preciosas na ordem dos 3,5 mil milhões.

De acordo com a agência Bloomberg Quin, que cita especialistas da área, os cinco maiores comerciantes de diamantes do mundo terão em stock pedras preciosas no valor de 3,5 mil milhões de dólares. O valor pode chegar aos 4,5 mil milhões até ao final do ano, montante que representa um terço da produção anual de diamantes.

“A pandemia devastou o mundo dos diamantes. As joelharias fecharam as suas portas, os artesãos de corte e polimento da Índia foram forçados a ficar em casa e a [cadeia de lojas da] De Beers viu-se obrigada a cancelar as suas vendas de março porque os compradores não podiam viajar para ver a mercadoria”, escreve a Bloomberg Quin.

À medida que as restrições para conter a propagação do novo coronavírus foram aumentando, a indústria de diamantes enfrentou um dilema: tentar reduzir o excedente de pedras preciosas em stock, protegendo simultaneamente a sua indústria.

As duas maiores empresas de diamantes do mundo – a De Beers (Reino Unido) e a sua rival Alrosa (Rússia) – continuam a acumular estas pedras, apesar dos seus esforços para controlar os níveis de stock, reduzir a produção e manter um preçário fixo.

“Tentaram restringir o fornecimento de diamantes em bruto para proteger o mercado e salvaguardar o valor”, explicou Anish Aggarwal, sócio da empresa de consultoria Gemdax.

A questão é como será alcançada esta redução de stock. As empresas de mineração podem liquidar os excedentes existentes e continuar a proteger o seu mercado?”, questionou ainda o analista citado pela Bloomberg Quin.

Fonte: ZAP

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