Nathan Burke / U.S. Navy

Os porta-aviões da classe “Nimitz” USS John C. Stennis e USS Ronald Reagan, da 7ª Frota de Ataque da U.S.Navy

Os Estados Unidos enviaram os super-porta-aviões nucleares USS Ronald Reagan e USS Nimitz para o Mar do Sul da China, região onde forças navais chinesas estão a realizar exercícios militares.

“O nosso objetivo é enviar um sinal inequívoco aos nossos parceiros e aliados que estamos comprometidos com a segurança e estabilidade da região“, afirmou o almirante George M. Wikoff, comandante da frota de ataque liderada pelo USS Ronald Reagan, citado pelo The Wall Street Journal.

A frota de ataque vai realizar a partir deste sábado manobras militares na região, uma das mais tensas do planeta, numa altura em que a China está também em exercícios militares no local. A mobilização naval norte-americana é uma das maiores dos últimos anos no Mar do Sul da China.

Segundo o jornal nova-iorquino, com o envio da força militar liderada pelos dois porta-aviões nucleares para o Mar do Sul da China, a diplomacia norte-americana pretende enviar um sinal claro de que “não aprecia a recente escalada da presença militar chinesa na região”.

O USS Ronald Reagan e o USS Nimitz são 2 dos 10 super-porta-aviões classe Nimitz da Marinha dos Estados Unidos. Movidos a energia nuclear e capazes de transportar até 90 aeronaves de combate, são os maiores navios de guerra da atualidade.

Segundo o WSJ, é muito raro forças navais dos Estados Unidos e da China realizarem manobras militares na mesma região, ao mesmo tempo.

Esta sexta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA expressou preocupação pela decisão chinesa de realizar manobras militares junto à ilhas Paracel, no mar do Sul da China, numa área que “abrange águas e territórios em disputa“. As manobras militares chinesas decorrem de 1 a 5 de julho.

O Pentágono sustenta que as manobras chinesas desestabilizam ainda mais a situação na região e violam um pacto internacional que visa evitar a escalada das disputas de soberania nas águas do Mar do Sul da China. Há vários anos que Pequim mantém com diversos países uma acesa disputa sobre as ilhas da região.

Na plataforma continental destas ilhas foram descobertas importantes reservas de gás natural e outros hidrocarbonetos. Os EUA não têm direito ou interesse direto na disputa, mas não reconhecem as reivindicações chinesas sobre o território, e insistem na manutenção da “liberdade de navegação“.

As tensões no centro do Mar da China Meridional têm aumentado desde que Pequim passou a alegar que praticamente todo o mar faz parte das suas águas territoriais. A reinvindicação é vigorosamente contestada pelo Vietname, Filipinas, Malásia, Taiwan e Brunei, que disputam com a China a posse de várias ilhas na região.

(dr) Lindsey Burrows / Civilsdaily

Localização dos territórios em disputa no Mar da China Meridional

O Mar do Sul da China, ou Mar da China Meridional, é alvo antigo de disputas entre diversos países da região: China, Taiwan, Malásia, Indonésia, Brunei, Vietname e Filipinas. Estima-se que a enorme área, que inclui mar e ilhas, seja rica em petróleo e gás.

Apesar da sua importância estratégica, é um mar marginal que faz parte do oceano Pacífico, compreendendo a área que vai desde Singapura até ao estreito de Taiwan, num total de cerca de 3 500 000 km². As ilhas formam um arquipélago de centenas de minúsculas ilhotas.

Fonte: ZAP

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