A fabricante norte-americana Boeing parece ter começado a abandonar discretamente o “Max” da sua aeronave 737 Max após os desastres aéreos recentes que lhe deram má fama. Agora, chama-lhe apenas 737-8.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o nome 737-8, até agora, era apenas usado internamente na Boeing e surgiu quando a empresa divulgou um comunicado na quarta-feira para anunciar que tinha recebido o seu primeiro pedido de um avião 737 Max este ano. A Enter Air SA da Polónia concordou em comprar até quatro variantes do jato.

Segundo a Boeing, a Enter Air fez um novo pedido de duas aeronaves 737-8 com opções para mais dois jatos. Quando o contrato de compra for totalmente executado, a frota 737 Max da Enter Air aumentará para 10 aeronaves.

“Apesar da crise atual, é importante pensar no futuro. Para esse fim, concordamos em solicitar aeronaves 737-8 adicionais. Após as verificações rigorosas pelas quais o 737 Max está a passar, estou convencido de que será a melhor aeronave do mundo durante muitos anos”, escreveu a Enter Air SA, em comunicado.

O modelo deixou de voar em março de 2019, após alguns acidentes fatais, na Indonésia e na Etiópia, que vitimaram um total de 346 pessoas.

A empresa admitiu que uma falha de software do MCAS teve um papel nos dois acidentes, tendo a investigação oficial já concluído que, no primeiro caso, foi mesmo a causa principal.

Para além disso, vieram a público centenas de mensagens internas entre funcionários, desvalorizando as regras de segurança e considerando que o avião tinha sido “desenhado por palhaços”.

A crise custou vários mil milhões de dólares à Boeing, incluindo as compensações a pagar às vítimas e às companhias aéreas. O caso também levou à demissão do diretor executivo da empresa, levantou dúvidas sobre a solvência da empresa e suspeitas em relação à supervisão relacionadas com com a velocidade com que foi aprovado o MAX.

A Boeing reiniciou a produção do 737 Max no final de maio e recebeu, em junho, a aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos para iniciar testes para demonstrar que pode voar em segurança com o novo software de controlo de voo.


Fonte: ZAP

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