Justin Lane / EPA

O distanciamento físico decretado pelo Governo evitou que 600.000 casos de covid-19 nos Estados Unidos, concluiu uma nova investigação levada a cabo por médicos do Massachusetts General Hospital (MGH).

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista PLOS Medicine, as regras impostas pelo Executivo norte-americano para assegurar o distanciamento físico entre 10 e 25 de março ajudaram a travar a pandemia.

“Muitos suspeitaram fortemente de que as políticas de distanciamento físico ajudaram a interromper a transmissão da covid-19 nos primeiros dias da pandemia nos Estados Unidos”, começou por dizer o médico do MGH e co-autor do estudo Mark J. Siedner, citado pela agência de noticias espanhola Europa Press.

“Este estudo adiciona evidências claras para para apoiar estas suspeitas”, continuou o médico, que é também professor associado de medicina na Harvard Medical School.

Ainda de acordo com os especialista, os resultados “mostram que o tempo de cumprimento das ordens emitidas pelo Governo esteve fortemente correlacionado com a redução no número de casos [de covid-19] e de mortes”.

E remata: “Em suma, estas medidas funcionam, e os legisladores deviam utilizá-las como uma flecha para superar epidemias locais”.

A pandemia do novo coronavírus causou pelo menos 743.199 mortos em todo o mundo desde o aparecimento da doença na China, em dezembro, segundo o balanço hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa) da agência France-Presse.

Mais de 20.382.260 casos foram diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, dos quais 12.347.300 foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres têm uma capacidade limitada de fazer testes.

Os países que registaram mais novas mortes foram o Brasil (1.274), os Estados Unidos (1.110) e o México (926). Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortos como de casos, com 164.545 mortes em 5.141.879 infetados, segundo a Universidade Jonhs Hopkins. Pelo menos 1.714.960 pessoas foram consideradas curadas.


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