Daniel Pockett / EPA

Um novo teste que deteta a presença de coronavírus através da saliva recebeu aprovação de uso de emergência pela autoridade do medicamento norte-americana (FDA). Desenvolvido pela Universidade de Yale, pode ser uma alternativa acessível e segura, avançou o Independent na segunda-feira.

Desenvolvido na Escola de Saúde Pública de Yale, o SalivaDirect está a ser testado em jogadores e funcionários da National Basketball Association (NBA), noticiou o jornal britânico. Os primeiros resultados revelaram que o este é altamente sensível e quase tão preciso quanto as zaragatoas de nariz e garganta ​​atualmente utilizadas.

No anúncio da autorização, a FDA explicou que um dos maiores benefícios do método é que, ao contrário de outros testes, não requer equipamento de coleta dispendioso ou uma etapa separada para extração de ácido nucleico.

O SalivaDirect não depende de patente, podendo os laboratórios norte-americanos solicitar o protocolo de teste de “código aberto” e começar a coletar e processar as próprias amostras assim que o pretendam.

O comissário da FDA Stephen Hahn mostrou-se satisfeito a autorização do teste. “Fornecer este tipo de flexibilidade para processar amostras de saliva que permitem testar a infeção por covid-19 é inovador em termos de eficiência e evita a escassez de componentes de cruciais para os testes, como reagentes”, disse o responsável em comunicado.

Problemas com os testes têm dificultado a resposta ao coronavírus nos EUA desde o início da pandemia. Embora a capacidade de testagem tenha sido rapidamente alargada em todo o país – cerca de 1,5 a 2 milhões de testes realizados por semana -, as dificuldades permanecem, especialmente ao nível do tempo de resposta e suprimentos de testes.


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