O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, no Uganda, está a passar por uma explosão de bebés na sua população de Gorilas das Montanhas. De acordo com as autoridades locais, já nasceram sete bebés este ano. Uma verdadeira “lufada de ar fresco” para uma espécie que está em vias de extinção.

Em 2019, só houve 2 nascimentos de Gorilas das Montanhas, no Uganda. Agora, em apenas seis semanas, nasceram cinco dos bebés gorilas. Bashir Hangi, porta-voz da Autoridade de Vida Selvagem de Uganda (UWA), disse à CNN, que não há uma razão clara para explicar esta onda repentina de nascimentos. Ainda assim, Hangi descartou qualquer efeito das medidas de isolamento causadas pela pandemia.

No entanto, a UWA acredita que as medidas de melhoramento nas condições de vida desta espécie, podem ser uma das causas deste “Baby Boom”. Têm sido aplicados esforços para adotar uma abordagem mais consistente na conservação dos animais, ações contra a caça furtiva e a permanência de uma equipa veterinária 24 horas por dia, sete dias por semana.

“Com o aumento da integridade das áreas protegidas, houve uma subida geral nas populações de vida selvagem em Uganda. O nascimento de Gorilas da Montanha é o resultado dos esforços de conservação de Uganda”, diz, orgulhoso, Sam Mwandha, diretor executivo da UWA.

Dos cinco nascimentos mais recentes, dois gorilas são do mesmo grupo e três são de grupos diferentes, o que enriquece ainda mais o lote dos animais “Em média, o Uganda regista um ou dois nascimentos por ano”, disse Hangi.

De acordo com um comunicado da UWA, publicado na terça-feira, Ruterana – um gorila de 18 anos – teve o seu terceiro filho. Infelizmente, o seu primeiro bebé, nascido em 2012, morreu com apenas duas semanas, vitima de uma pneumonia. Ainda na mesma família de gorilas, outro recém-nascido foi recebido no final de agosto. Kibande, a mãe do mais recente bebé, é a fêmea mais velha da família e agora tem cinco filhos.

Os aumentos recentes no número da população desta espécie fizeram com que os Gorilas das Montanhas fossem removidos da lista vermelha de perigo crítico da União Internacional para a Conservação da Natureza. Contudo, a organização ainda os classifica como uma espécie em vias de extinção.


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